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10/06/2026 – Os trabalhos intitulados “Motor Bi-Fuel de Alta Eficiência a Etanol e Biometano para Aplicação em Veículos Comerciais Leves” (da FPT Industrial e Mahle), “Programa Faixa em Movimento” (da Transpetro) e “Sol e água fresca – Um SUV Honda CR-V eFCEV está no Brasil em estudos e ajuda a validar o primeiro posto privado de hidrogênio verde do país” (Revista Quatro Rodas), foram os grandes vencedores do Prêmio AEA ESG 2026, respectivamente nas categorias Inovação Tecnológica e Ambiental, Social e Governança, e Jornalística, cujo evento de premiação aconteceu ontem no Hotel Unique, em São Paulo, dentro da programação oficial da 1ª edição do Anfavea Visions.
O paper da FPT Industrial e Mahle foi elaborado por Alexandre Xavier, Daniel Junqueira, Evandro da Cruz, Everton Lopes, Heitor Chaves e Pedro Venancio; enquanto o trabalho da Transpetro teve a participação de Aurea Pereira, Carla Vidal, Lucia Franco e Nadynni. A reportagem da Quatro Rodas é de autoria do jornalista Henrique Rodriguez.
Também foram destaques, entre mais de sessenta trabalhos inscritos, as menções honrosas para “Ambiálcool”, de Gabriel Domingos (Ambipar), e “Sustentabilidade no processo produtivo”, de Heloisa Bertassi, da Hyundai Motor Brasil, na categoria Inovação Tecnológica e Ambiental.
Em Social e Governança, as menções honrosas para os trabalhos “Trilha do desenvolvimento: formação integral para a empregabilidade jovem”, de Bernardo de Oliveira (Instituto Robert Bosch) e de Dirceu Puehler (Robert Bosch), e “Cummins Water Works: segurança hídrica como vetor estratégico de transformação ESG no Brasil”, de Soraia Senhorini Franco (da Cummins Brasil).
As menções honrosas da categoria Jornalística, por sua vez, foram para as reportagens “Combustível do futuro será hidrogênio, etanol ou sintético? Entenda opções”, de Jady Peroni (revista Auto Esporte) e “Para onde foram os engenheiros do setor automotivo”, de Bruno de Oliveira, da Automotive Business.
A edição 2026 do Prêmio AEA ESG foi coordenada por Mário Reis (Mercedes-Benz) e a banca de jurados foi composta por Alexandre Xavier (IQA), Ana Paula Grether, especialista em ESG, Anderson Suzuki (AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva), Angela Costa (Superintendente de Derivados de Petróleo e Biocombustíveis da EPE), Antonio Calcagnotto (AEA), Bernardo Gomes (professor da CEFET-RJ), Claudia Andreatini (vice-reitora de Administração e Financeira da UNIP – Universidade Paulista), Edneia Caliman (coordenadora de Qualidade de Combustíveis da ANP), Eduardo Cobo (técnico ambiental da Cetesb), Glauco Lucena (Anfavea), Helena Coelho (Sindipeças), Igor Calvet (presidente da Anfavea), Koichiro Matsuo (Textofinal), Luciana Giles (AEA), Marlon Arraes (MME – Ministério de Minas e Energia), Petrina Santos (Volkswagen Financial Services), Prof. Bernardo Gomes (CEFET-RJ), Prof. Dr. Marcelo Massarani (POLI USP – Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), Renato Romio (IMT), Roberta Teixeira (AEA), Rogério Gonçalves (AEA) e Viviane Mansi (DIAGEO).
Sobre o prêmio – O Prêmio AEA ESG, evolução do tradicional Prêmio AEA de Meio Ambiente, visa dar destaque às empresas, às universidades e aos institutos de pesquisa que buscam melhorar seus processos, produtos e serviços, com vista à proteção do Meio Ambiente, e reconhecer suas iniciativas sociais e suas práticas de governança. O Prêmio AEA ESG também visa reconhecer os trabalhos jornalísticos relacionados a qualquer um dos pilares da temática, essenciais para a disseminação da informação e que contribuem muito trazendo à tona todas essas questões, cada dia mais relevantes para a sociedade.
Cada vez mais presente no vocabulário contemporâneo do mundo corporativo, o termo ESG (Environmental, Social and Governance) foi criado em 2004 no relatório “Who Cares Wins – Connecting Financial Markets to a Changing World”, publicado pela ONU e pelo Swiss Federal Department of Foreign Affairs, em resposta à provocação que o então secretário geral da ONU, Kofi Annan, fez aos CEOs de instituições financeiras, na qual questionava como integrar as questões de Meio Ambiente, Social e de Governança no mercado de capital e nas instituições globais de investimentos.
Os pilares do ESG têm-se tornado cada vez mais relevantes no dia a dia das empresas e instituições no mundo inteiro, independente do ramo em que atuam. Entretanto, para que esse conceito se converta de fato em desenvolvimento sustentável da sociedade, as iniciativas de ESG têm de ser implementadas na prática, ou seja, não podem ficar limitadas apenas ao discurso ou a estratégias de marketing, o que é conhecido atualmente como “greenwashing, socialwashing e governance washing.
Neste contexto, merecem reconhecimento as ações efetivas que visam a proteção ao meio ambiente, como o uso consciente dos recursos naturais, a redução da poluição e o combate às mudanças climáticas; iniciativas com foco na diversidade e inclusão, e as que geram impacto social positivo, visando a melhoria da saúde e bem-estar no intra e extramuros, a redução das desigualdades, a defesa dos direitos humanos, assim como as práticas de governança em prol da ética, da transparência e do combate à corrupção, entre outras.
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