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03/11/2025 – Há quatro décadas, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, vem liderando tecnicamente os avanços da indústria automotiva brasileira rumo à descarbonização. Na COP-30, essa trajetória ganha ainda mais visibilidade.
Desde o Inovar-Auto (2013–2017), passando pelo Rota 2030 (2018–2022) e agora com o programa Mover, o Brasil já conquistou uma melhoria de 21% na eficiência energética dos veículos, com projeção de mais 12% até 2027. Trata-se de um ganho extraordinário, resultado direto de políticas industriais bem estruturadas, regulação firme e investimentos contínuos em inovação.
Esse avanço ocorre em um contexto global de transição energética, no qual o Brasil se destaca por possuir 49% de sua matriz energética renovável, frente a apenas 14% da média mundial. Essa vantagem estratégica reforça o papel do país como referência na mobilidade sustentável.
As três políticas industriais buscaram, e continuam buscando, equilibrar exigências regulatórias, desenvolvimento tecnológico e fortalecimento da cadeia produtiva nacional. Em todas essas frentes, a AEA tem exercido papel central, atuando em parceria com MDIC, MMA, MME, Senatran, Ibama, Inmetro e demais órgãos reguladores, por meio de suas Comissões Técnicas. Os estudos e pareceres elaborados pela AEA têm sido fundamentais para garantir decisões técnicas imparciais e alinhadas com os interesses da engenharia automotiva brasileira.
Daqui a 8 dias, a AEA marcará presença na COP-30, integrando o estande da Anfavea – Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, ao lado de outras entidades da cadeia automotiva, com foco na descarbonização setorial.
O protagonismo da AEA é anterior à sua fundação oficial, em 1983, sendo peça-chave na realização do primeiro SIMEA – Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, em Brasília, para discutir os rumos do Programa Nacional do Álcool. Naquele momento, o Brasil já demonstrava visão estratégica ao buscar alternativas aos combustíveis fósseis, antecipando tendências que hoje são urgentes. Esse mesmo protagonismo se reafirmou no início dos anos 2000, com o surgimento da tecnologia flex, e continua sendo essencial para os próximos passos da mobilidade sustentável no país.
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