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AEA destaca protagonismo da engenharia automotiva na transição de baixo carbono

Por Texto Final

14/10/2025 – Na esteira da Pré-COP 30, entidade reforça papel técnico e institucional do setor automotivo brasileiro frente aos desafios da descarbonização.

Enquanto a Pré-COP 30 reunia, em Brasília, ministros e negociadores do clima de mais de 30 países, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva aproveitou o momento para reforçar o papel da engenharia automotiva nacional na redução de emissões e na transição para uma mobilidade de baixo carbono, em sintonia com as metas globais de sustentabilidade.

A entidade vem promovendo o debate técnico sobre descarbonização e mobilidade sustentável em diversas frentes. Recentemente, a AEA realizou o X Seminário de Manufatura, sob o tema “COP 30 e o Papel da Manufatura no Novo Cenário Automotivo Brasileiro”. O encontro reuniu engenheiros, estudantes e profissionais do setor para discutir os novos arranjos produtivos, a eficiência energética e os desafios da descarbonização industrial.

Na abertura, o coordenador do evento, Fernando Villela, lançou uma provocação: “Vale a pena produzir no Brasil – e de que maneira?”, incentivando a reflexão sobre o papel da engenharia nacional em um cenário de transição energética global.

Entre os destaques do seminário, Alessandro Rizzato, gerente de Transição Energética da Confederação Nacional da Indústria (CNI), reforçou o engajamento do setor privado na agenda climática e os avanços na precificação de carbono. “A COP 30 deverá marcar um ponto de virada – da discussão para a implementação de soluções”, afirmou Rizzato.

Engenharia automotiva como agente da descarbonização

Somente em 2025, a AEA promoveu 7 eventos técnicos dedicados ao tema da descarbonização, abordando desde inovação em powertrain até políticas públicas e infraestrutura de recarga. O objetivo é gerar conhecimento e fortalecer o diálogo entre indústria, governo e academia.

A AEA também participa ativamente de programas e fóruns estratégicos, como o Programa Mover, a Lei do Combustível do Futuro e o Instituto MBCBrasil (Mobilidade de Baixo Carbono), organização multissetorial e sem fins lucrativos que transforma diagnósticos em políticas públicas efetivas, e, por ter por princípio a imparcialidade técnica, a entidade – desde sua fundação em 1984 – atua como centro de debates, por meio de suas comissões técnicas, em apoio aos ministérios, secretarias, autarquias envolvidas diretamente com a cadeia automobilística brasileira.

O Instituto atua para expandir o uso de biocombustíveis (etanol, biodiesel, biogás, hidrogênio e biometano) e incentivar a integração com tecnologias de eletrificação, de forma neutra e complementar.

“A engenharia automotiva tem papel decisivo na construção de soluções técnicas que conciliem produtividade, inovação e sustentabilidade. É por meio da AEA que a indústria brasileira se coloca de forma propositiva diante da agenda climática global”, reforça Marcus Vinicius Aguiar, presidente da AEA.

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