{"id":5808,"date":"2026-10-05T08:21:58","date_gmt":"2026-10-05T11:21:58","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/?p=5808"},"modified":"2026-10-05T08:21:58","modified_gmt":"2026-10-05T11:21:58","slug":"aea-news-outubro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/destaques\/aea-news-outubro","title":{"rendered":"AEA News Outubro"},"content":{"rendered":"<h3>Competitividade \u00e9 o nome do jogo<\/h3>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>A ind\u00fastria automobil\u00edstica brasileira n\u00e3o tem mais outras alternativas: o plano A \u00e9 competitividade, o plano B \u00e9 competitividade e o plano C idem. Fora desse cen\u00e1rio, o setor tende a assistir, em ber\u00e7os espl\u00eandidos, o crescimento da participa\u00e7\u00e3o das novas entrantes.<\/p>\n<p>A sustenta\u00e7\u00e3o dessa tese \u00e9 que, h\u00e1 menos de quarenta anos, passamos de quatro marcas de autom\u00f3veis de passeio para 51 hoje, em sua maioria com estreias no mercado brasileiro nos \u00faltimos dez anos. Com isso, a demanda por autove\u00edculos mudou radicalmente. Os n\u00fameros podem \u201cfalar\u201d por si s\u00f3: os dados de emplacamentos do acumulado deste ano, de janeiro a agosto, mostram que chegamos a 1.887.936 unidades, das quais 400.978 s\u00e3o importadas e 371.265 s\u00e3o unidades eletrificadas, que representam \u2013 respectivamente \u2013 21,2% e 19,6% de <em>marketshare<\/em>.<\/p>\n<p>E por que enfatizo o n\u00famero e a participa\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos eletrificados? Porque, hoje, \u00e9 onde est\u00e1 mais acentuada a agrega\u00e7\u00e3o de tecnologia. Como disse em recente entrevista ao Jornal do Carro, Oswaldo Ramos, COO da BAIC, pontuou \u201cA revolu\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 chinesa. \u00c9 tecnol\u00f3gica\u201d. A leitura de Ramos est\u00e1 corret\u00edssima, \u00e0 qual acrescento que o Brasil precisa adicionar competitividade, competividade e mais competitividade.<\/p>\n<p>Outro dado de extrema relev\u00e2ncia: com a chegada de novas entrantes, produtos atualizados e pre\u00e7os atraentes, o t\u00edquete m\u00e9dio \u2013 nos \u00faltimos tr\u00eas meses \u2013 caiu de R$ 157 mil para R$ 152 mil, com vi\u00e9s de queda, a ponto de mexer com o comportamento das chamadas montadoras tradicionais e tamb\u00e9m com o mercado de seminovos. Hoje est\u00e1 mais acess\u00edvel comprar um 0 Km do que um seminovo, diante de tanta oferta atrativa que combina tecnologia agregada e pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Esta sucinta reflex\u00e3o \u00e9 importante porque, na sequ\u00eancia, vem a inevit\u00e1vel pergunta: o que queremos para a ind\u00fastria automobil\u00edstica nacional? Em nossa opini\u00e3o, o fato de sermos o oitavo pa\u00eds produtor de autove\u00edculos e de termos o sexto maior mercado interno do mundo \u00e9 extremamente relevante, balizados por v\u00e1rios aspectos, mas sobretudo por dom\u00ednio do conhecimento automotivo, empregabilidade, renda, entre outros.<\/p>\n<p>E para que possamos manter ou at\u00e9 elevar esse status, precisamos de previsibilidade, por meio de pol\u00edticas industriais consistentes. A ind\u00fastria, por sua vez, h\u00e1 que se dedicar \u00e0 competitividade porque os desafios n\u00e3o s\u00e3o mais do futuro. S\u00e3o desafios de hoje.<\/p>\n<p>Boa leitura a todos desta 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o do AEA News.<\/p>\n<p>Marcus Vinicius Aguiar<br \/>\nPresidente AEA<\/p>\n<hr \/>\n<h2>Resid\u00eancia em Engenharia Automobil\u00edstica<\/h2>\n<p>A AEA &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva e o Instituto Minerva lan\u00e7aram, no dia 26 de agosto \u00faltimo, durante o SIMEA 2026, o Programa de Resid\u00eancia em Engenharia Automobil\u00edstica, iniciativa voltada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o e ao desenvolvimento de engenheiros para as novas demandas da ind\u00fastria automotiva. Com dura\u00e7\u00e3o de dois anos e inspirado no conceito de resid\u00eancia m\u00e9dica, o programa integra forma\u00e7\u00e3o em n\u00edvel de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, atua\u00e7\u00e3o profissional em projetos reais e acompanhamento t\u00e9cnico e de carreira.<\/p>\n<p>A iniciativa nasceu de um desafio identificado no F\u00f3rum Estrat\u00e9gico de Engenharia da AEA, criado a partir da revis\u00e3o do Plano Estrat\u00e9gico da entidade. Nas discuss\u00f5es sobre o futuro da ind\u00fastria automotiva brasileira, a disponibilidade de m\u00e3o de obra especializada apareceu como um dos principais gargalos, com destaque para a necessidade de formar e direcionar engenheiros qualificados para posi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas nas empresas.<\/p>\n<p><strong>SAIBA MAIS<\/strong>: <a href=\"https:\/\/minerva.org.br\/residencia\/automobilistica\">https:\/\/minerva.org.br\/residencia\/automobilistica<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<h2>Al\u00e9m do autom\u00f3vel, futuro da ind\u00fastria<\/h2>\n<p>Por mais de quatro d\u00e9cadas, a AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva tem participado dos principais debates t\u00e9cnicos do setor automotivo nacional, em parceria com o Governo Federal, ind\u00fastria e academia, com o objetivo de suportar marcos regulat\u00f3rios em favor do segmento respons\u00e1vel por 17% do PIB industrial e sobretudo da sociedade civil, com produtos mais seguros e menos poluentes ao meio ambiente.<\/p>\n<p>Mais recentemente, no entanto, a entidade passou a lan\u00e7ar estudos que antecipam o futuro do setor automotivo, da engenharia nacional e da proemin\u00eancia do polo industrial brasileiro, a exemplo deste \u201cCaderno de Tend\u00eancias Tecnol\u00f3gicas \u2013 Minerais Cr\u00edticos &amp; Materiais Estrat\u00e9gicos para a ind\u00fastria da mobilidade\u201d, desenvolvido pela Diretoria e Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Manufatura, sob a coordena\u00e7\u00e3o de Carlos Sakuramoto e equipe.<\/p>\n<p>Com essa publica\u00e7\u00e3o, de not\u00f3rio saber t\u00e9cnico, a AEA n\u00e3o deixou de estudar e debater temas cotidianos da ind\u00fastria, mas acrescentou em seu portif\u00f3lio a sua voca\u00e7\u00e3o de antever, de se antecipar, com o prop\u00f3sito de mostrar os caminhos de performance da cadeia automotiva nacional.<\/p>\n<p>\u201cCaderno de Tend\u00eancias Tecnol\u00f3gicas\u201d aborda minerais cr\u00edticos e materiais estrat\u00e9gicos para a ind\u00fastria da mobilidade nos pr\u00f3ximos dez anos, per\u00edodo que pode se configurar como de transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, circularidade e de soberania tecnol\u00f3gica. E mais: ser\u00e1 a d\u00e9cada da oportunidade \u00fanica e decisiva para a consolida\u00e7\u00e3o do papel protagonista do Brasil na cadeia global da eletromobilidade.<\/p>\n<p>Em outras palavras, este documento desvenda como a inova\u00e7\u00e3o pode e deve impactar na competitividade industrial deste ou daquele pa\u00eds, na capacidade de controlar insumos cr\u00edticos, desenvolver cadeias intermedi\u00e1rias e estruturar modelos de economia circular.<\/p>\n<p>Trata-se de mais um trabalho de f\u00f4lego da AEA. Um documento de consulta permanente.<\/p>\n<hr \/>\n<h2>F\u00f3rum Estrat\u00e9gico de Engenharia<\/h2>\n<p>Depois do lan\u00e7amento oficial no dia 16 de dezembro \u00faltimo, no Milenium Centro de Conven\u00e7\u00f5es, em S\u00e3o Paulo, onde foram reunidos mais de 60 diretores e CEO das principais montadoras e sistemistas, a AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva realiza o 1\u00ba encontro do F\u00f3rum Estrat\u00e9gico de Engenharia no pr\u00f3ximo dia 25 de mar\u00e7o, na sede da entidade.<\/p>\n<p>Por defini\u00e7\u00e3o, f\u00f3rum estrat\u00e9gico \u00e9 um evento focado em discuss\u00e3o e planejamento de alto n\u00edvel, de l\u00edderes, gestores e profissionais para debater tend\u00eancias, desafios e oportunidades em determinada \u00e1rea, visando criar sinergia, alinhar vis\u00f5es definir melhores pr\u00e1ticas e o futuro de um setor ou de uma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Everton Lopes, vice-presidente da AEA e coordenador do F\u00f3rum Estrat\u00e9gico de Engenharia, \u201cn\u00e3o se trata de xenofobia, as trocas internacionais s\u00e3o sempre muito saud\u00e1veis. Mas em nosso caso, em se tratando de descarboniza\u00e7\u00e3o, tema que rege o nosso setor, o Brasil tem o direito de ser protagonista. A abund\u00e2ncia de fonte renov\u00e1veis no Brasil nos privilegia em mostrar ao mundo as tecnologias inovativas t\u00e3o eficazes quanto de ve\u00edculos 100% el\u00e9tricos. Em nosso entendimento, n\u00e3o podemos aguardar os pr\u00f3ximos movimentos setoriais, as pr\u00f3ximas ondas, de bra\u00e7os cruzados. \u00c9 premente debatermos o painel intitulado \u201cComo impulsionar a engenharia automotiva brasileira\u201d com serenidade e resolutividade. E mais do que isso, precisar repensar o Brasil como polo produtivo de ve\u00edculos automotores\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Competitividade \u00e9 o nome do jogo \u00a0A ind\u00fastria automobil\u00edstica brasileira n\u00e3o tem mais outras alternativas: o plano A \u00e9 competitividade, o plano B \u00e9 competitividade e o plano C idem. Fora desse cen\u00e1rio, o setor tende a assistir, em ber\u00e7os espl\u00eandidos, o crescimento da participa\u00e7\u00e3o das novas entrantes. A sustenta\u00e7\u00e3o dessa tese \u00e9 que, h\u00e1 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5809,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-5808","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5808","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5808"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5808\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5810,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5808\/revisions\/5810"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5809"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5808"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5808"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5808"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}