{"id":5453,"date":"2026-04-23T10:51:34","date_gmt":"2026-04-23T13:51:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/?p=5453"},"modified":"2026-04-23T10:51:34","modified_gmt":"2026-04-23T13:51:34","slug":"descarbonizacao-da-mobilidade-pauta-simposio-da-aea-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/destaques\/descarbonizacao-da-mobilidade-pauta-simposio-da-aea-em-sao-paulo","title":{"rendered":"Descarboniza\u00e7\u00e3o da mobilidade pauta simp\u00f3sio da AEA em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>&#8211; Evento reuniu especialistas para discutir os desafios e os caminhos da descarboniza\u00e7\u00e3o no setor automotivo, com foco em efici\u00eancia energ\u00e9tica, emiss\u00f5es e combust\u00edveis.<\/p>\n<p>&#8211; AEA anunciou a cria\u00e7\u00e3o de grupo t\u00e9cnico sobre biocidas, liderado por Sergio Viscardi.<\/p>\n<p>23\/04\/2026 &#8211; O debate sobre efici\u00eancia energ\u00e9tica, emiss\u00f5es e combust\u00edveis ganha contornos cada vez mais complexos diante de um cen\u00e1rio global marcado simultaneamente pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e pelas tens\u00f5es geopol\u00edticas que impactam diretamente o acesso e a din\u00e2mica dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Foi a partir dessa leitura que teve in\u00edcio o Simp\u00f3sio de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica, Emiss\u00f5es e Combust\u00edveis, promovido pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), no dia 16 de abril, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Na abertura do encontro, Marcus Vinicius Aguiar, presidente da entidade, destacou a necessidade de uma abordagem abrangente para os desafios da descarboniza\u00e7\u00e3o, considerando que o atual est\u00e1gio de desenvolvimento tecnol\u00f3gico e energ\u00e9tico ainda demanda a presen\u00e7a de diferentes fontes de energia. \u201cO setor automotivo \u00e9 chamado a avan\u00e7ar em solu\u00e7\u00f5es que integrem efici\u00eancia energ\u00e9tica, redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e evolu\u00e7\u00e3o da qualidade dos combust\u00edveis\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Ainda na sess\u00e3o de abertura do evento, a comiss\u00e3o t\u00e9cnica de Combust\u00edveis do Ciclo Diesel da AEA, coordenada por Let\u00edcia Dranka, lan\u00e7ou a cartilha \u201cBoas pr\u00e1ticas \u2013 Diesel comercial\u201d, dispon\u00edvel no site da entidade.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o se desenvolveu a partir do tema adotado para esta edi\u00e7\u00e3o: \u201cAs ecl\u00e9ticas rotas para a descarboniza\u00e7\u00e3o da nossa mobilidade\u201d, com o intuito de reconhecer a import\u00e2ncia de m\u00faltiplas tecnologias e caminhos complementares para atender \u00e0s diferentes realidades operacionais, econ\u00f4micas e regionais.<\/p>\n<p>Na palestra de abertura, com o tema \u201cTecnologias automotivas para descarboniza\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica, vis\u00e3o biocombust\u00edveis e el\u00e9tricos\u201d, Raflem Santos, analista ambiental em transportes da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Transporte (CNT), apresentou uma leitura estruturada sobre o papel das diferentes rotas tecnol\u00f3gicas na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. O especialista destacou que o transporte de cargas no Brasil permanece fortemente concentrado no modal rodovi\u00e1rio, respons\u00e1vel por cerca de 64,85% da movimenta\u00e7\u00e3o, o que refor\u00e7a a necessidade de solu\u00e7\u00f5es aderentes \u00e0 realidade operacional do pa\u00eds. Nesse contexto, a renova\u00e7\u00e3o de frota foi apontada como uma das estrat\u00e9gias mais imediatas, com potencial de reduzir, em m\u00e9dia, at\u00e9 95% das emiss\u00f5es de ve\u00edculos mais antigos, al\u00e9m de ganhos expressivos na redu\u00e7\u00e3o de poluentes locais e na qualidade do ar.<\/p>\n<p>Ao detalhar as alternativas energ\u00e9ticas, Santos apresentou uma vis\u00e3o escalonada de ado\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica. No curto prazo, o diesel verde (HVO) se destaca pela compatibilidade com a infraestrutura existente e pelo avan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o global, concentrada principalmente na Am\u00e9rica do Norte (42%) e Europa (38%), al\u00e9m de iniciativas j\u00e1 em curso no Brasil. No m\u00e9dio prazo, o biometano ganha relev\u00e2ncia ao estruturar uma cadeia baseada na valoriza\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, com produ\u00e7\u00e3o nacional estimada em 111,2 milh\u00f5es de m\u00b3 e forte concentra\u00e7\u00e3o no Sudeste, onde cerca de 94% tem origem em res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos. J\u00e1 no longo prazo, o hidrog\u00eanio renov\u00e1vel e a eletromobilidade ampliam o horizonte de descarboniza\u00e7\u00e3o, ainda condicionados a desafios como infraestrutura, custo e escala.<\/p>\n<p>Abrindo o Painel 1 \u201cCombust\u00edveis e biocombust\u00edveis: percal\u00e7os e demandas\u201d, a palestra \u201cComportamento do diesel verde (HVO) durante o armazenamento simulado\u201d, conduzida por F\u00e1tima Bento, professora titular da UFRGS, trouxe uma leitura t\u00e9cnica sobre a evolu\u00e7\u00e3o dos biocombust\u00edveis no Brasil e os desafios associados ao uso e \u00e0 qualidade desses produtos ao longo da cadeia.<\/p>\n<p>A especialista contextualizou o avan\u00e7o regulat\u00f3rio do setor, com destaque para iniciativas como o RenovaBio e a Lei do Combust\u00edvel do Futuro, refor\u00e7ando o protagonismo brasileiro na agenda de biocombust\u00edveis. Nesse cen\u00e1rio, o pa\u00eds se apoia em uma matriz diversificada, que inclui etanol, biodiesel, atualmente com mistura obrigat\u00f3ria de 15% ao diesel, al\u00e9m de novos vetores como o bioquerosene e o diesel verde. Segundo a professora, esse conjunto consolida uma voca\u00e7\u00e3o nacional para solu\u00e7\u00f5es renov\u00e1veis, ao mesmo tempo em que amplia a complexidade t\u00e9cnica e regulat\u00f3ria do setor.<\/p>\n<p>Ao abordar especificamente o diesel verde (HVO), F\u00e1tima Bento destacou que n\u00e3o se trata de um combust\u00edvel completamente novo, mas de uma evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica baseada no uso de mat\u00e9rias-primas j\u00e1 conhecidas, submetidas a diferentes rotas de processamento. Nesse contexto, chamou aten\u00e7\u00e3o para o fato de que distintas estrat\u00e9gias produtivas podem resultar em combust\u00edveis com caracter\u00edsticas variadas, especialmente em fun\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o de parafinas e isoparafinas. Essa diversidade de perfis, segundo a professora, traz implica\u00e7\u00f5es diretas para o desempenho e o comportamento do combust\u00edvel, incluindo aspectos relacionados \u00e0 estabilidade e ao armazenamento, que seguem como pontos de aten\u00e7\u00e3o na consolida\u00e7\u00e3o dessa rota energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Na palestra \u201cRacionaliza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria em ve\u00edculos leves: dores e propostas\u201d, Roger Tadeu Gondim Guilherme, da Volkswagen do Brasil, destacou os principais desafios regulat\u00f3rios da descarboniza\u00e7\u00e3o, com foco na pegada de carbono (CO\u2082e), nas emiss\u00f5es de poluentes e na converg\u00eancia entre mercados.<br \/>\nAo abordar o ciclo de vida dos ve\u00edculos, apontou a dificuldade de mensura\u00e7\u00e3o da pegada de carbono, ainda limitada pela falta de dados locais e de metodologias harmonizadas. Como proposta, defendeu uma implementa\u00e7\u00e3o faseada, com in\u00edcio pelas etapas mais control\u00e1veis do processo produtivo.<\/p>\n<p>Sobre o Proconve, reconheceu os avan\u00e7os na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, mas destacou que os ve\u00edculos leves j\u00e1 operam em n\u00edveis muito baixos de poluentes. Nesse contexto, o avan\u00e7o para faixas mais restritivas (BINS) tende a elevar custos sem ganhos proporcionais, impactando o pre\u00e7o dos ve\u00edculos e o ritmo de renova\u00e7\u00e3o da frota.<br \/>\nO executivo tamb\u00e9m apontou o alto n\u00famero de testes de conformidade e a fragmenta\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria entre pa\u00edses como entraves \u00e0 competitividade, defendendo maior harmoniza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria para ampliar a efici\u00eancia e o potencial da ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Na palestra \u201cStatus dos testes com B20\u201d, Lorena Mendes de Souza, coordenadora-geral de Biodiesel e Outros Biocombust\u00edveis do Departamento de Biocombust\u00edveis do Minist\u00e9rio de Minas e Energia (MME), apresentou o andamento do plano de trabalho voltado \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o da viabilidade t\u00e9cnica do aumento da mistura de biodiesel no diesel, refor\u00e7ando o papel estrat\u00e9gico do combust\u00edvel na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica brasileira. \u201cA gente precisa olhar para a nossa realidade, e uma delas \u00e9 o biodiesel\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>A especialista destacou que os testes consideram a complexidade log\u00edstica do pa\u00eds e a necessidade de representatividade das amostras e dos motores avaliados. Entre os avan\u00e7os, ressaltou a inclus\u00e3o de an\u00e1lises f\u00edsico-qu\u00edmicas em condi\u00e7\u00f5es cr\u00edticas de armazenamento, com foco na forma\u00e7\u00e3o de borras e dep\u00f3sitos. \u201cA ideia \u00e9 estressar o combust\u00edvel para entender o comportamento e atacar o problema de forma mais efetiva\u201d, explicou<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o \u201cBiocidas e solventes no Diesel: Um mercado n\u00e3o regulamentado no Brasil\u201d, Gilles Laurent Grimberg, da Actoil, chamou aten\u00e7\u00e3o para a aus\u00eancia de regulamenta\u00e7\u00e3o no uso de aditivos no pa\u00eds e para os riscos associados \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o indiscriminada desses produtos.<\/p>\n<p>O executivo destacou que h\u00e1 uma percep\u00e7\u00e3o equivocada no mercado sobre a origem das borras nos combust\u00edveis. \u201cNem todo problema \u00e9 contamina\u00e7\u00e3o microbiana. Mais de 60% dos casos est\u00e3o ligados \u00e0 instabilidade oxidativa\u201d, afirmou. Segundo ele, o uso inadequado de biocidas pode gerar efeitos adversos, como perda de lubricidade, corros\u00e3o e at\u00e9 resist\u00eancia microbiana. \u201cO melhor biocida ainda \u00e9 a drenagem: sem \u00e1gua, n\u00e3o h\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o\u201d, refor\u00e7ou, ao destacar a import\u00e2ncia das boas pr\u00e1ticas de armazenamento e manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De carona com a relev\u00e2ncia do tema, a entidade anunciou a abertura, no pr\u00f3ximo dia 4, de um grupo de trabalho dedicado sobre biocidas, a ser liderado por Sergio Viscardi, consultor t\u00e9cnico automotivo da entidade. O Painel 1 foi encerrado ap\u00f3s debate com o p\u00fablico presente, sob a media\u00e7\u00e3o de Suellen Gaeta, gerente executiva de estrat\u00e9gia e conformidade da Cummins Brasil.<\/p>\n<p>O Painel 2 \u2013 \u201cDescarboniza\u00e7\u00e3o pela economia circular\u201d &#8211; deu continuidade \u00e0s discuss\u00f5es do simp\u00f3sio ao abordar o papel da circularidade na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es ao longo de toda a cadeia automotiva.<\/p>\n<p>Na palestra \u201cTecnologias de motores a combust\u00e3o para descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d, Jo\u00e3o Irineu Medeiros, vice-presidente de Assuntos Regulat\u00f3rios da Stellantis, destacou que a descarboniza\u00e7\u00e3o do setor exige uma abordagem baseada no ciclo de vida completo dos ve\u00edculos, considerando desde a cadeia de suprimentos at\u00e9 o uso e o fim de vida.<br \/>\nO executivo chamou aten\u00e7\u00e3o para o peso dos materiais na pegada de carbono, especialmente o a\u00e7o, e refor\u00e7ou que solu\u00e7\u00f5es precisam ser adaptadas \u00e0 realidade local.<\/p>\n<p>Nesse contexto, destacou o papel do etanol no Brasil, que posiciona o pa\u00eds de forma diferenciada frente a outras regi\u00f5es. \u201cTemos solu\u00e7\u00f5es locais mais equilibradas do ponto de vista ambiental, econ\u00f4mico e social\u201d, ressaltou. Como caminho, defendeu uma estrat\u00e9gia multi-tecnol\u00f3gica, combinando motores a combust\u00e3o mais eficientes, h\u00edbridos e eletrifica\u00e7\u00e3o, dentro de uma transi\u00e7\u00e3o gradual e acess\u00edvel ao consumidor.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, na apresenta\u00e7\u00e3o \u201cO impacto da remanufatura na descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d, Jos\u00e9 Leonardo Sanches, gerente regional da Cummins, abordou o papel da economia circular na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es por meio da reutiliza\u00e7\u00e3o de componentes. Segundo ele, a remanufatura, aplicada pela empresa na linha ReCon, permite restaurar produtos usados com o mesmo padr\u00e3o de desempenho e garantia de um item novo, reduzindo significativamente o uso de recursos naturais.<\/p>\n<p>Dados globais apresentados indicam redu\u00e7\u00f5es de at\u00e9 84% nas emiss\u00f5es de CO\u2082 e no consumo de \u00e1gua, al\u00e9m de at\u00e9 85% no uso de energia, quando comparado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de novos componentes. \u201cRemanufaturar n\u00e3o \u00e9 mais simples que fabricar, mas \u00e9 muito mais eficiente no uso de recursos\u201d, afirmou. Entre os desafios, destacou a complexidade operacional, a log\u00edstica reversa e a disponibilidade de componentes usados, fundamentais para viabilizar o processo em escala.<\/p>\n<p>Na palestra \u201cOportunidades e dilemas para a descarboniza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de biocombust\u00edveis\u201d, Glaucia Mendes Souza, professora titular da USP, trouxe uma vis\u00e3o baseada em evid\u00eancias sobre o papel da bioenergia na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, questionando a ideia de que a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis compete com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos. \u201cN\u00e3o existe esse trade-off entre alimento e combust\u00edvel\u201d, afirmou, ao destacar que estudos baseados em dados reais n\u00e3o indicam correla\u00e7\u00e3o entre a produ\u00e7\u00e3o de biocombust\u00edveis e impactos negativos na seguran\u00e7a alimentar.<\/p>\n<p>A pesquisadora refor\u00e7ou que, no caso brasileiro, a bioenergia est\u00e1 associada a ganhos estruturais, como aumento da produtividade agr\u00edcola, melhoria da qualidade do solo e desenvolvimento regional. \u201cO impacto est\u00e1 no acesso \u00e0 energia e na moderniza\u00e7\u00e3o da agricultura\u201d, explicou. Nesse contexto, destacou o papel de pol\u00edticas como o RenovaBio e a import\u00e2ncia de crit\u00e9rios t\u00e9cnicos robustos na mensura\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, defendendo que a sustentabilidade est\u00e1 mais ligada \u00e0s pr\u00e1ticas adotadas do que ao tipo de biomassa utilizada.<\/p>\n<p>Na apresenta\u00e7\u00e3o \u201cReciclagem de baterias de ve\u00edculos eletrificados \u2013 desafios e oportunidades no Brasil\u201d, Andr\u00e9 Ferrarese, da Tupy, abordou o papel estrat\u00e9gico da reciclagem de minerais cr\u00edticos na descarboniza\u00e7\u00e3o e na seguran\u00e7a da cadeia de suprimentos para a eletrifica\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO executivo destacou que a expans\u00e3o dos ve\u00edculos eletrificados traz um novo desafio: a depend\u00eancia global de materiais como l\u00edtio, n\u00edquel e cobalto, cuja cadeia produtiva ainda \u00e9 concentrada em poucos pa\u00edses. \u201cA reciclagem passa a ser um elemento central para garantir disponibilidade e reduzir depend\u00eancias\u201d, afirmou. No Brasil, o tema ainda est\u00e1 em fase inicial, com iniciativas focadas principalmente na gera\u00e7\u00e3o de \u201cblack mass\u201d, que concentra os materiais recicl\u00e1veis, mas ainda depende de avan\u00e7os em escala industrial e regula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ferrarese tamb\u00e9m destacou que a reciclagem envolve etapas complexas, desde a desmontagem das baterias at\u00e9 a separa\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o dos materiais, com destaque para processos hidrometal\u00fargicos, mais eficientes na recupera\u00e7\u00e3o de minerais. Entre os desafios, apontou a necessidade de estrutura regulat\u00f3ria, desenvolvimento tecnol\u00f3gico e cria\u00e7\u00e3o de um ecossistema capaz de sustentar a cadeia no longo prazo.<\/p>\n<p>O painel foi encerrado com debate entre os participantes, sob media\u00e7\u00e3o de Christian Wahnfried, especialista em Requisitos, Combust\u00edveis e Emiss\u00f5es da Robert Bosch. E coube a Renato Linke o encerramento do evento, que contou com 215 participantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nTextofinal de Comunica\u00e7\u00e3o Integrada<br \/>\nTel.: (11) 99940.7906<br \/>\ntextofinal@textofinal.com<br \/>\nKoichiro Matsuo \u2013 k.matsuo@textofinal.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8211; Evento reuniu especialistas para discutir os desafios e os caminhos da descarboniza\u00e7\u00e3o no setor automotivo, com foco em efici\u00eancia energ\u00e9tica, emiss\u00f5es e combust\u00edveis. &#8211; AEA anunciou a cria\u00e7\u00e3o de grupo t\u00e9cnico sobre biocidas, liderado por Sergio Viscardi. 23\/04\/2026 &#8211; O debate sobre efici\u00eancia energ\u00e9tica, emiss\u00f5es e combust\u00edveis ganha contornos cada vez mais complexos diante [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":5454,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-5453","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5453","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5453"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5453\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5455,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5453\/revisions\/5455"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5454"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5453"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5453"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5453"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}