{"id":5352,"date":"2026-03-30T10:42:24","date_gmt":"2026-03-30T13:42:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/?p=5352"},"modified":"2026-03-30T10:42:24","modified_gmt":"2026-03-30T13:42:24","slug":"brasil-pode-enfrentar-escassez-de-engenheiros-nos-proximos-anos-alerta-especialista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/destaques\/brasil-pode-enfrentar-escassez-de-engenheiros-nos-proximos-anos-alerta-especialista","title":{"rendered":"Brasil pode enfrentar escassez de engenheiros nos pr\u00f3ximos anos, alerta especialista"},"content":{"rendered":"<p><em>Queda no interesse por cursos t\u00e9cnicos acende sinal de risco para a ind\u00fastria e para a capacidade de inova\u00e7\u00e3o do pa\u00eds<\/em><\/p>\n<p>30\/03\/2026 \u2013 O Brasil pode enfrentar, em um futuro pr\u00f3ximo, um apag\u00e3o de m\u00e3o de obra em engenharia, justamente em um momento em que a demanda por profissionais t\u00e9cnicos cresce globalmente. O alerta foi feito por Anderson Correia, Diretor-presidente do IPT \u2013 Instituto de Pesquisas Tecnol\u00f3gicas \u2013 e Professor Titular do ITA \u2013 Instituto Tecnol\u00f3gico de Aeron\u00e1utica, durante o 1\u00ba F\u00f3rum Estrat\u00e9gico AEA, idealizado e promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva.<\/p>\n<p>Com foco no tema \u201cForma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra para novas tecnologias\u201d, discutiu um dos principais desafios da engenharia no pa\u00eds: a queda consistente no interesse dos brasileiros por cursos na \u00e1rea.<\/p>\n<p>\u201cEstamos diante de um movimento preocupante. As engenharias perdem espa\u00e7o enquanto outras \u00e1reas crescem. Isso compromete diretamente a capacidade do pa\u00eds de desenvolver tecnologia e sustentar sua base industrial\u201d, afirmou o professor.<\/p>\n<p>Dados apresentados no f\u00f3rum mostram que entre 2018 e 2023 houve uma queda de 27% no n\u00famero de formandos de engenharia no Brasil, o equivalente ao desaparecimento de quase 1 em cada 3 novos profissionais.<\/p>\n<p>Outro dado alarmante mostra que entre 2015 e 2024 houve queda de mais de 10% na oferta de bolsas de estudo em mestrado, doutorado e p\u00f3s-doc da CAPES, funda\u00e7\u00e3o vinculada ao Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o do Brasil que fomenta a p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o stricto sensu (mestrado e doutorado), em Engenharias. A t\u00edtulo de compara\u00e7\u00e3o, no mesmo per\u00edodo houve aumento de quase 50% na oferta de bolsas para a \u00e1rea de Ci\u00eancias Sociais e de 15% para a \u00e1rea de Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Esse movimento ocorre na contram\u00e3o das transforma\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas em curso, impulsionadas por \u00e1reas como intelig\u00eancia artificial, transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, biotecnologia e mobilidade.<\/p>\n<p>Apesar de o Brasil contar com uma base relevante de ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o \u2014 com destaque para S\u00e3o Paulo, que concentra cerca de 25% do PIB nacional \u2014, isso n\u00e3o tem sido suficiente para reverter a queda no interesse pelas engenharias nem para formar profissionais na escala necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o na forma\u00e7\u00e3o de engenheiros deixou de ser um sinal de alerta e passou a representar um risco concreto para a capacidade do Brasil de inovar e sustentar sua base industrial. Se n\u00e3o houver a\u00e7\u00e3o coordenada, vamos enfrentar um d\u00e9ficit de profissionais justamente quando o mundo acelera a demanda por tecnologia\u201d, afirma Marcus Vinicius Aguiar, presidente da AEA.<\/p>\n<p>Entre os caminhos discutidos est\u00e3o o fortalecimento da forma\u00e7\u00e3o em STEM \u2013 Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica \u2013, o incentivo \u00e0 base matem\u00e1tica desde os n\u00edveis iniciais de ensino, a amplia\u00e7\u00e3o da colabora\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria, academia e governo e o foco em \u00e1reas estrat\u00e9gicas como energia, terras raras, biotecnologia e intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, a AEA criou o F\u00f3rum Estrat\u00e9gico de Engenharia cujo objetivo \u00e9 o de mobilizar o setor para fortalecer a localiza\u00e7\u00e3o de centros de pesquisa e de desenvolvimento no Brasil e, por consequ\u00eancia, valorizar a engenharia automotiva nacional e o adensamento da produ\u00e7\u00e3o de autove\u00edculos, sistemas, pe\u00e7as e componentes.<\/p>\n<p>\u201cQueremos que o F\u00f3rum sirva como uma plataforma permanente de discuss\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de propostas para o setor, com o objetivo de aproximar ind\u00fastria, academia e governo em torno de temas estruturais\u201d, afirma Everton Lopes, vice-presidente da AEA e respons\u00e1vel pelo F\u00f3rum Estrat\u00e9gico de Engenharia.<\/p>\n<p>Ao longo de 2026, o F\u00f3rum deve transformar esse diagn\u00f3stico em propostas concretas, em um momento em que a forma\u00e7\u00e3o de engenheiros deixa de ser uma quest\u00e3o educacional e passa a ser um tema estrat\u00e9gico para a competitividade do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nTextofinal de Comunica\u00e7\u00e3o Integrada<br \/>\nTel.: (11) 99940.7906<br \/>\ntextofinal@textofinal.com<br \/>\nKoichiro Matsuo \u2013 k.matsuo@textofinal.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Queda no interesse por cursos t\u00e9cnicos acende sinal de risco para a ind\u00fastria e para a capacidade de inova\u00e7\u00e3o do pa\u00eds 30\/03\/2026 \u2013 O Brasil pode enfrentar, em um futuro pr\u00f3ximo, um apag\u00e3o de m\u00e3o de obra em engenharia, justamente em um momento em que a demanda por profissionais t\u00e9cnicos cresce globalmente. 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