{"id":4324,"date":"2024-10-28T10:15:13","date_gmt":"2024-10-28T13:15:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/?p=4324"},"modified":"2024-10-28T10:15:13","modified_gmt":"2024-10-28T13:15:13","slug":"simposio-debate-alternativas-a-descarbonizacao-da-mobilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/destaques\/simposio-debate-alternativas-a-descarbonizacao-da-mobilidade","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio debate alternativas \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o da mobilidade"},"content":{"rendered":"<p>Diante dos desafios da evolu\u00e7\u00e3o automotiva, da cont\u00ednua produtividade e do desenvolvimento sustent\u00e1vel, evento reuniu l\u00edderes e especialistas para discutir solu\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias para o setor<\/p>\n<p>28\/10\/2024 \u2013 O XVII Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, organizado e promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, foi realizado sob o macrotema \u201cEvolu\u00e7\u00e3o automotiva, produtividade e desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d. O evento p\u00f4s em pauta os esfor\u00e7os da ind\u00fastria na evolu\u00e7\u00e3o da engenharia dos ve\u00edculos frente \u00e0s metas de descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente da AEA, Marcus Vinicius Aguiar, abriu oficialmente o evento, realizado no Millenium Centro de Conven\u00e7\u00f5es, na cidade de S\u00e3o Paulo, nesta quarta-feira, 23 de outubro. Em seguida, Simone Hashizume, coordenadora do evento, fez a introdu\u00e7\u00e3o do simp\u00f3sio, que come\u00e7ou com a palestra de Murilo Ortolan, diretor de Tend\u00eancias Tecnol\u00f3gicas da AEA, sobre o Programa MOVER, que tem como objetivo melhorar a qualidade dos autom\u00f3veis vendidos no Pa\u00eds por meio de tecnologia, inova\u00e7\u00e3o e efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Ortolan trouxe os principais desafios do MOVER e como a AEA tem contribu\u00eddo para a constru\u00e7\u00e3o e fomento da iniciativa, al\u00e9m de ressaltar o papel fundamental da entidade em esclarecer para a sociedade quais caminhos devemos percorrer para o sucesso do programa.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, Marisa Maia de Barros, da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura<br \/>\ne Log\u00edstica do Estado de S\u00e3o Paulo, falou sobre o biometano como estrat\u00e9gia de descarboniza\u00e7\u00e3o da matriz energ\u00e9tica. O tema central foi o papel das pol\u00edticas p\u00fablicas como indutoras do desenvolvimento tecnol\u00f3gico na cadeia produtiva, com \u00eanfase na inova\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o das fontes de energia renov\u00e1vel.<\/p>\n<p>Para isso, Marisa trouxe detalhes sobre o Plano Estadual de Energia 2050, que delineia estrat\u00e9gias para o futuro energ\u00e9tico, com foco em aspectos como tecnologia, meio ambiente, regula\u00e7\u00e3o e mercado. Nesse cen\u00e1rio, o biometano se destaca como um substituto potencial do g\u00e1s natural. A proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que, at\u00e9 2050, a demanda por biometano no setor de transportes n\u00e3o el\u00e9tricos do estado alcance 49%.<\/p>\n<p>O biometano seguiu sendo o tema principal com a palestra de Marcos Garcia, da Scania, em que destacou a crescente demanda do Pa\u00eds pelo diesel, saindo de 7 bilh\u00f5es de litros em 1970, para 67 bilh\u00f5es de litros em 2023. Para Garcia, o transporte sustent\u00e1vel deve se basear em efici\u00eancia energ\u00e9tica, transporte seguro e inteligente e combust\u00edveis renov\u00e1veis e eletrifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 neste \u00faltimo ponto que o biometano entra, j\u00e1 que Garcia mostrou que o Brasil tem potencial para a produ\u00e7\u00e3o de 43 bilh\u00f5es de litros desse biocombust\u00edvel, volume suficiente para substituir 75% da demanda atual de diesel.<\/p>\n<p>Garcia concluiu sua apresenta\u00e7\u00e3o refor\u00e7ando que o biometano \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o real e dispon\u00edvel no presente, com potencial para transformar o setor de transportes e contribuir para a sustentabilidade econ\u00f4mica e ambiental do Brasil. Segundo ele, &#8220;o g\u00e1s \u00e9 o presente e o futuro&#8221;, e com a infraestrutura e tecnologia j\u00e1 em vigor, o uso do biometano pode ser ampliado de forma imediata.<\/p>\n<p>Rafael Ribeiro, da Oronite, por sua vez, destacou as vantagens do g\u00e1s natural renov\u00e1vel (RNG) em rela\u00e7\u00e3o aos motores a diesel convencionais. Sua apresenta\u00e7\u00e3o mostrou como a tecnologia de propulsores a g\u00e1s natural oferece uma solu\u00e7\u00e3o eficaz para reduzir emiss\u00f5es de poluentes e gases de efeito estufa, sendo uma alternativa vi\u00e1vel para o setor de transporte pesado.<\/p>\n<p>Ribeiro ressaltou que os caminh\u00f5es a diesel s\u00e3o atualmente uma das maiores fontes de emiss\u00f5es de \u00f3xidos de nitrog\u00eanio (NOx) em v\u00e1rias regi\u00f5es do mundo. No entanto, a utiliza\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural renov\u00e1vel pode reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa em at\u00e9 85% quando analisado em todo o ciclo de vida (well-to-wheels). O g\u00e1s natural pode ser utilizado em aplica\u00e7\u00f5es como GNV (G\u00e1s Natural Veicular) ou GNL (G\u00e1s Natural Liquefeito), oferecendo flexibilidade para diferentes necessidades e representando uma solu\u00e7\u00e3o concreta para a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es no transporte.<\/p>\n<p>A palestra que fechou a parte da manh\u00e3 foi de Pamela Barreto, da Vibra, trazendo um olhar para o efeito dos biocombust\u00edveis na ind\u00fastria de lubrificantes. Pamela mostrou que o setor de lubrificantes, fundamental para o desempenho de motores e maquin\u00e1rio em geral, tamb\u00e9m vem se adaptando a essas mudan\u00e7as, oferecendo solu\u00e7\u00f5es para atender \u00e0s novas demandas energ\u00e9ticas. Para isso, a ind\u00fastria tem explorado novas tecnologias, estreitando a colabora\u00e7\u00e3o com montadoras e desenvolvendo inova\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica e \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n<p>Pamela conclui que ao promover grandes transforma\u00e7\u00f5es no mercado e desbravar novos segmentos, o setor de lubrificantes busca n\u00e3o apenas atender \u00e0s necessidades atuais, mas tamb\u00e9m avan\u00e7ar com solu\u00e7\u00f5es dedicadas que possam acelerar o progresso rumo a um futuro de energia limpa.<\/p>\n<p>A parte da tarde foi inaugurada com Ayrton Barros, da Neocharge, trazendo um panorama da infraestrutura de recarga de ve\u00edculos eletrificados no Brasil. Ele demonstrou que nos \u00faltimos anos, o Brasil tem avan\u00e7ado na ado\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos (BEVs e PHEVs), mas a infraestrutura de recarga ainda n\u00e3o est\u00e1 acompanhando essa evolu\u00e7\u00e3o. Atualmente, o pa\u00eds conta com apenas um eletroposto para cada 17 carros el\u00e9tricos, enquanto a recomenda\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA) \u00e9 de um carregador para cada 10 ve\u00edculos. Al\u00e9m disso, menos de 10% dos carregadores p\u00fablicos dispon\u00edveis no Brasil s\u00e3o r\u00e1pidos.<\/p>\n<p>Ayrton afirma que a principal barreira para o setor superar as dificuldades atualmente \u00e9 financeira, mas que apesar dos desafios, a eletrifica\u00e7\u00e3o do transporte seguir\u00e1 em frente e a demanda continuar\u00e1 a crescer, fazendo com que o setor de infraestrutura tenha que se adaptar. Ayrton finaliza afirmando que a necessidade de expandir a rede de recarga \u00e9 clara e urgente, e, se devidamente abordada, poder\u00e1 transformar o Brasil em um l\u00edder na mobilidade el\u00e9trica.<\/p>\n<p>Os ve\u00edculos eletrificados seguiram na pauta com a palestra do prof. Jos\u00e9 Martinho, por meio da qual demonstrou a necessidade de adapta\u00e7\u00e3o das oficinas e dos profissionais de p\u00f3s-vendas para lidar com esses autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>A parte seguinte do simp\u00f3sio foi dedicada aos lubrificantes. Sergio Rebelo, da FactorKline, trouxe um panorama desse mercado atual e futuro no Brasil e no mundo. Segundo ele, fatores como investimentos em atualiza\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o de plantas dos fabricantes; ampla oferta de aditivos com a chegada de novos players; melhores pr\u00e1ticas de ESG em termos de coleta e reciclagem de embalagens; redu\u00e7\u00e3o da demanda de lubrificantes nos principais mercados do mundo, s\u00e3o alguns dos pontos que demonstram a potencialidade do Brasil nesse segmento para os pr\u00f3ximos 10 anos.<\/p>\n<p>Aylla Kipper, da LWART, destacou a quest\u00e3o da sustentabilidade para o segmento de \u00f3leos b\u00e1sicos. A executiva afirmou a necessidade de o setor possuir uma solu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel para a descarboniza\u00e7\u00e3o, alinhada \u00e0 transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica e \u00e0 economia circular.<\/p>\n<p>Para Aylla, o compromisso para buscar a neutralidade de carbono na economia precisa contar com a participa\u00e7\u00e3o de todos os fornecedores de componentes veiculares, em especial pela disponibilidade e aplica\u00e7\u00e3o de tecnologias de baixa intensidade de carbono e poluentes.<\/p>\n<p>A parte final do simp\u00f3sio teve como destaque o setor de motocicletas. Carolina Silva, da Infineum Brasil, come\u00e7ou sua apresenta\u00e7\u00e3o demonstrando o impacto nos lubrificantes frente \u00e0s inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas no segmento de duas rodas a partir das mudan\u00e7as nas regulamenta\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ela alertou para a necessidade de uma abordagem equilibrada, que leve em conta quest\u00f5es como durabilidade, economia de combust\u00edvel e desempenho em um ambiente cada vez mais exigente em termos de emiss\u00f5es de poluentes e que \u00e9 necess\u00e1rio que o setor de lubrificantes caminhe nessa dire\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, Marco Antonio Almeida tratou do mercado e especifica\u00e7\u00f5es dos lubrificantes para motocicletas, trazendo um trabalho de apura\u00e7\u00e3o e pesquisa com a frota circulante de mais de 36 milh\u00f5es de motocicletas no Pa\u00eds hoje em dia.<\/p>\n<p>Segundo seu estudo, 66% do mercado utiliza lubrificante 20W-50, mais viscoso, que causa maior impacto nas emiss\u00f5es e gasto de combust\u00edvel, enquanto o ideal, baseado na maioria das motocicletas que circula pelo Pa\u00eds, era que 77% utilizassem lubrificante 10W-30, com menos viscosidade e que contribui para os motores emitirem menos poluentes.<\/p>\n<p>A \u00faltima palestra do dia ficou a cargo de Marcus Vercelino, da Lubrizol, que trouxe uma vis\u00e3o de como os aditivos podem atuar a servi\u00e7o da sociedade, produtividade e do meio ambiente.<\/p>\n<p>Ele trouxe resultados de testes de campo feitos para melhoria dos produtos, que trouxeram maior durabilidade do equipamento, causando menos descarte de lubrificantes, reduzindo a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o. Segundo ele, este \u00e9 um exemplo de algo que traz benef\u00edcios em termos de sustentabilidade e produtividade para toda a cadeia.<\/p>\n<p>Por fim, ainda houve tempo para a entrega do Pr\u00eamio SIMEA 2024, cuja homenagem contemplou os melhores trabalhos t\u00e9cnicos da 31\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio Internacional de Engenharia Automotiva, ocorrida em agosto \u00faltimo.<\/p>\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nTextofinal de Comunica\u00e7\u00e3o Integrada<br \/>\nTel.: (011) 3849-8633 \u2013 textofinal@textofinal.com<br \/>\nKoichiro Matsuo \u2013 k.matsuo@textofinal.com<br \/>\nJuliana Sih \u2013 juliana@textofinal.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante dos desafios da evolu\u00e7\u00e3o automotiva, da cont\u00ednua produtividade e do desenvolvimento sustent\u00e1vel, evento reuniu l\u00edderes e especialistas para discutir solu\u00e7\u00f5es e estrat\u00e9gias para o setor 28\/10\/2024 \u2013 O XVII Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, organizado e promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, foi realizado sob o macrotema \u201cEvolu\u00e7\u00e3o automotiva, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-4324","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4324"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4326,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4324\/revisions\/4326"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}