{"id":4015,"date":"2024-07-01T13:43:51","date_gmt":"2024-07-01T16:43:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/?p=4015"},"modified":"2024-07-01T13:43:51","modified_gmt":"2024-07-01T16:43:51","slug":"seminario-de-inovacao-em-powertrain-reforca-a-diversidade-de-solucoes-para-a-descarbonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/seminario-de-inovacao-em-powertrain-reforca-a-diversidade-de-solucoes-para-a-descarbonizacao","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio de Inova\u00e7\u00e3o em Powertrain refor\u00e7a a diversidade de solu\u00e7\u00f5es para a descarboniza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><em>Evento online abordou a vantagem do Brasil pela maturidade e oferta em rela\u00e7\u00e3o a biocombust\u00edveis, al\u00e9m do bem-vindo aumento de intera\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria e academia<\/em><\/p>\n<p>01\/07\/2024 \u2013 Na 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de Inova\u00e7\u00e3o em Powertrain, encontro organizado pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, ocorrido de maneira online na \u00faltima quinta-feira, 27 de junho, representantes da ind\u00fastria e da academia foram un\u00e2nimes na avalia\u00e7\u00e3o de que na busca pela descarboniza\u00e7\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o, mas diversas.<\/p>\n<p>Por esse prisma, o evento, sob o tema \u201cPowertrain do futuro: moldando a jornada para a mobilidade verde\u201d, tamb\u00e9m enfatizou a vantagem brasileira para alcan\u00e7ar neutralidade em carbono no transporte em geral. Em especial, pela ampla oferta e expertise no desenvolvimento de biocombust\u00edveis, caso do etanol.<\/p>\n<p>Em apresenta\u00e7\u00e3o que destacou sistema de propuls\u00e3o e solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre os quais se debru\u00e7a a ind\u00fastria, Vicent Bigliardi, gerente de engenharia da AVL South America, proporcionou vis\u00e3o do que vem pela frente, bem como os desafios. Tecnologias h\u00edbridas, baterias e c\u00e9lulas de combust\u00edvel a hidrog\u00eanio se mostram como as principais rotas para atender a urg\u00eancia da descarboniza\u00e7\u00e3o, por\u00e9m avan\u00e7am conforme caracter\u00edsticas regionais.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um resumo do cen\u00e1rio global, com todos os desafios provenientes de cada tecnologia, o que inclui custo e disponibilidade de mat\u00e9ria prima e infraestrutura. Mas certamente coexistir\u00e3o no futuro\u201d, resumiu o engenheiro da AVL. \u201cPor enquanto, a vis\u00e3o \u00e9 de que o motor a combust\u00e3o interna deve permanecer por muito tempo. Da\u00ed a necessidade de torn\u00e1-lo mais eficiente com uso de combust\u00edveis livre de carbono e com a hibridiza\u00e7\u00e3o. Para o Brasil, o etanol, por seu ciclo virtuoso, \u00e9 a solu\u00e7\u00e3o que faz mais sentido\u201d.<\/p>\n<p>A convic\u00e7\u00e3o de que o motor de combust\u00e3o interna ainda tem vida longa tamb\u00e9m \u00e9 compartilhada por Alexandre Xavier, da \u00e1rea de desenvolvimento de motores da FPT, ainda mais ao se tratar de ve\u00edculos pesados. O desafio no segmento passa pela busca de solu\u00e7\u00e3o com n\u00edvel de efici\u00eancia energ\u00e9tica simular ao do diesel, por\u00e9m limpa.<\/p>\n<p>Segundo Xavier, a estrat\u00e9gia da FPT tamb\u00e9m persegue diversas solu\u00e7\u00f5es, desde os desenvolvimentos de motores a g\u00e1s e biometano a trens de for\u00e7a 100% el\u00e9tricos. \u201cO combust\u00edvel \u00e9 o principal aliado na regi\u00e3o. Hoje, estamos desenvolvendo um motor a etanol para ser aplicado em colheitadeiras, uma alternativa limpa para o mundo da cana de a\u00e7\u00facar, segmento que produz o combust\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>O representante da FPT lembrou tamb\u00e9m do etanol, mas como solu\u00e7\u00e3o no agroneg\u00f3cio. \u201cO combust\u00edvel \u00e9 o principal aliado na regi\u00e3o. Hoje, estamos desenvolvendo o nosso motor Curso 13 para ser aplicado em colheitadeiras, uma alternativa limpa para o mundo da cana de a\u00e7\u00facar, segmento que produz o combust\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p>Maior intera\u00e7\u00e3o entre os pesquisadores<br \/>\nNa trajet\u00f3ria da descarboniza\u00e7\u00e3o no Brasil, um fato ganha cada vez mais relevante: a bem-vinda maior intera\u00e7\u00e3o entre governo, ind\u00fastria e academia. Ao menos assim enxergam as professoras Mona Lisa Moura, da Universidade Estadual do Cear\u00e1 (UECE), e Ludmila Correa, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).<\/p>\n<p>A apresenta\u00e7\u00e3o das palestrantes mostrou taxa de crescimento de integra\u00e7\u00e3o de pesquisadores na ind\u00fastria, muito impulsionado pelas pol\u00edticas setoriais como o Inovar Auto e o Rota 2030. \u201cAo estimular o avan\u00e7o de tecnologia e inova\u00e7\u00e3o, elas promoveram sinergias entre o setor e a universidade, al\u00e9m de permitir integra\u00e7\u00e3o de diferentes campos de conhecimento\u201d, resumiu Mona Lisa.<\/p>\n<p>\u201cSob os eixos de biocombust\u00edveis, seguran\u00e7a veicular e propuls\u00e3o alternativa est\u00e3o em andamento 50 projetos que envolvem 80 empresas, 1,3 mil bolsistas e mais de 60 engenheiros\u201d, completou Ludmila Correa.<\/p>\n<p>Exemplos de resultados pr\u00e1ticos da intera\u00e7\u00e3o entre a ind\u00fastria e academia trouxe Suellen Gaeta, gerente executiva da Cummins e respons\u00e1vel pela governan\u00e7a de descarboniza\u00e7\u00e3o da empresa. \u201cEm parceira com a Unesp (Universidade Estadual Paulista) desenvolvemos estudo a respeito de combust\u00edveis e economia circular, o que nos ajudou a obter mais efici\u00eancia e redu\u00e7\u00e3o de poluentes tanto na produ\u00e7\u00e3o quanto no produto.\u201d<\/p>\n<p>Por fim, Cassiano Lima, especialista em desenvolvimento de neg\u00f3cios na Robert Bosch, destacou a contribui\u00e7\u00e3o da remanufatura na mobilidade verde. Para o engenheiro, a jornada da descarboniza\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel se for pensada de forma hol\u00edstica. \u201cO foco na economia circular garante o prolongamento da vida \u00fatil de componentes, redu\u00e7\u00e3o do uso de mat\u00e9rias-primas e manuten\u00e7\u00e3o mais eficiente da frota atual, passivo ambiental que temos.\u201d<\/p>\n<p>Exemplo apresentado pelo engenheiro no processo de remanufatura de sistema de inje\u00e7\u00e3o de ciclo diesel da Bosch permitiu \u00e0 empresa reduzir em 88% o uso de mat\u00e9ria-prima, em 52% a emiss\u00e3o de CO2 e em 56% o consumo de energia.<\/p>\n<p>Divulga\u00e7\u00e3o<br \/>\nTextofinal de Comunica\u00e7\u00e3o Integrada<br \/>\nTel.: (011) 3849-8633 &#8211; textofinal@textofinal.com<br \/>\nKoichiro Matsuo &#8211; k.matsuo@textofinal.com<br \/>\nJuliana Sih &#8211; juliana@textofinal.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento online abordou a vantagem do Brasil pela maturidade e oferta em rela\u00e7\u00e3o a biocombust\u00edveis, al\u00e9m do bem-vindo aumento de intera\u00e7\u00e3o entre ind\u00fastria e academia 01\/07\/2024 \u2013 Na 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de Inova\u00e7\u00e3o em Powertrain, encontro organizado pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, ocorrido de maneira online na \u00faltima quinta-feira, 27 de [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4016,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4015","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4015","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4015"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4015\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4017,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4015\/revisions\/4017"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4016"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4015"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4015"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4015"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}