{"id":3634,"date":"2024-05-21T08:10:02","date_gmt":"2024-05-21T11:10:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3634"},"modified":"2024-05-21T08:10:02","modified_gmt":"2024-05-21T11:10:02","slug":"simposio-debate-desafios-setoriais-na-descarbonizacao-da-mobilidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/simposio-debate-desafios-setoriais-na-descarbonizacao-da-mobilidade","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio debate desafios setoriais na descarboniza\u00e7\u00e3o da mobilidade"},"content":{"rendered":"<p>31\/10\/2023 \u2013 O setor brasileiro de lubrificantes, aditivos e fluidos desenvolve e domina a tecnologia de seus produtos, possui um dos sistemas de log\u00edstica reversa mais eficaz do mundo, tem muito a contribuir com o processo de descarboniza\u00e7\u00e3o veicular, mas ainda assim enfrenta desafios importantes, um deles \u00e9 o da comunica\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o do consumidor final em rela\u00e7\u00e3o ao uso correto dos \u00f3leos lubrificantes.<\/p>\n<p>Esta foi a conclus\u00e3o da 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, organizado e promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, na \u00faltima quinta-feira, 26, no Millenium Centro de Conven\u00e7\u00f5es, em S\u00e3o Paulo, que trouxe \u00e0 baila o tema \u201cOs caminhos da mobilidade sustent\u00e1vel\u201d.<\/p>\n<p>Depois da abertura oficial do evento, conduzida por Marcus Vinicius Aguiar, presidente da AEA, e por Simone Hashizume, coordenadora do simp\u00f3sio, coube a Ana Helena Mandelli, gerente de Distribui\u00e7\u00e3o de Combust\u00edveis, do IBP \u2013 Instituto Brasileiro de Petr\u00f3leo e G\u00e1s, desenvolver a palestra inaugural do simp\u00f3sio com o tema \u201cCombust\u00edveis no contexto da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil \u00e9 o 9\u00ba produtor de petr\u00f3leo, 9\u00ba maior parque de refino, corresponde a 10% do PIB industrial, 2\u00ba maior produtor de biocombust\u00edveis, 8\u00ba mercado consumidor do mundo, gera 1,6 milh\u00e3o de empregos diretos e indiretos, est\u00e3o programados 140 bilh\u00f5es de reais em infraestrutura de produ\u00e7\u00e3o e log\u00edstica at\u00e9 2035, representa 48% da oferta interna de energia\u2026 Em 2022, o setor faturou 800 bilh\u00f5es de reais e recolher 140 bilh\u00f5es de reais em impostos. Um setor com essa grandeza n\u00e3o pode simplesmente acabar\u201d, decretou Mandelli, ao sustentar a contraposi\u00e7\u00e3o \u00e0 t\u00e3o propalada guinada energ\u00e9tica no mundo e no Brasil.<\/p>\n<p>Em dois pain\u00e9is, nove palestras e dois debates compuseram o simp\u00f3sio. Alexandre Almeida, da Mahle, discorreu sobre \u201cC\u00e9lulas de combust\u00edveis e os lubrificantes para atender \u00e0 tecnologia\u201d, por meio do qual fez uma correla\u00e7\u00e3o dos sistemas perif\u00e9ricos de c\u00e9lulas de combust\u00edvel com os lubrificantes, aditivos e fluidos. \u201cCertamente novos desafios vir\u00e3o a esse setor por conta da alta tecnologia dos fuel cell\u201d, alertou Almeida, para quem, inicialmente, deve ser mais expressiva na produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos pesados. \u201cEstima-se que 11% da produ\u00e7\u00e3o global de ve\u00edculos pesados, em 2035, ter\u00e1 tecnologia de c\u00e9lula de combust\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Andreza Frasson, da Lwart, por sua vez, fez ampla explana\u00e7\u00e3o sobre a produ\u00e7\u00e3o brasileira de \u00f3leo b\u00e1sico do Grupo II a partir do rerrefino. Trata-se de uma produ\u00e7\u00e3o anual de 366 milh\u00f5es de litros, o que representa 56% do total de \u00f3leo b\u00e1sico do Grupo II, contribuindo assim com a economia circular e sustent\u00e1vel desse produto.<\/p>\n<p>Ao apresentar as metas das principais montadoras e fabricantes do Tier-1 de emiss\u00e3o zero at\u00e9 2050, Luiz Mascaro, da Infineum, mostrou os principais desafios e impactos do setor de lubrificantes, aditivos e fluidos, como os de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases poluentes versus economia de combust\u00edvel; novas tecnologias setoriais para os motores a biocombust\u00edveis, hidrog\u00eanio verde, g\u00e1s natural, biog\u00e1s; desafio da busca por efici\u00eancia e durabilidade nos sistemas de p\u00f3s-tratamento e at\u00e9 no desenvolvimento de fluidos para ve\u00edculos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>O painel I teve ainda a participa\u00e7\u00e3o de Edson Fonseca, da Lubrizol, discorreu sobre o tema \u201cComo os \u00f3leos de transmiss\u00e3o e eixo podem auxiliar no caminho para sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>Esse bloco de palestras, ao seu final, teve sess\u00e3o de debate, mediada por Roberta Teixeira, diretora de Lubrificantes da AEA.<\/p>\n<p>Pesados \u2013 O painel II, no per\u00edodo da tarde, come\u00e7ou com a palestra \u201cProconve P8 \u2013 Os desafios na vis\u00e3o da montadora\u201d, conduzida por Anibal Machado, da Mercedes-Benz, em que, ap\u00f3s comparativo da evolu\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es no Brasil e no mundo, falou da import\u00e2ncia do filtro de part\u00edculas Diesel (DPF) no sistema de p\u00f3s-tratamento dos gases de escape; enquanto Rafael Ribeiro, da Oronite, abordou o tema<br \/>\n\u201cProconve P8 \u2013 Os desafios na vis\u00e3o da cadeia de lubrificantes e seu impacto na sustentabilidade\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cMotores a combust\u00e3o movidos a hidrog\u00eanio, ve\u00edculos pesados\u201d, Nathaniel Cain, da Afton Chemical, fez minuciosa explana\u00e7\u00e3o sobre as legisla\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es veiculares no mundo, considera\u00e7\u00f5es sobre a cadeia de abastecimento, alternativas de<br \/>\ntrem de for\u00e7a, hidrog\u00eanio e lubrificantes; seguido por apresenta\u00e7\u00e3o de Fernanda Ribeiro, da Iconic, sobre \u201cO impacto da qualidade do lubrificante na estrat\u00e9gia de descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d, em que fez amplo diagn\u00f3stico do setor de \u00f3leo lubrificante no Brasil, sustentou a elevada qualidade dos produtos distribu\u00eddos no Pa\u00eds, mas destacou, sobretudo, a falta de correspond\u00eancia do mercado, quase sempre atra\u00eddo por pre\u00e7o.<\/p>\n<p>Um dos pontos altos da 16\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos foi a participa\u00e7\u00e3o de Thiago Almeida, s\u00f3cio da Via\u00e7\u00e3o Novacap, do Rio de Janeiro, que, por meio da palestra \u201cProconve P8 \u2013 Os desafios na vis\u00e3o do consumidor B2B\u201d, mostrou a realidade do relacionamento t\u00e9cnico-comercial entre os fabricantes de ve\u00edculos\/de lubrificantes e os frotistas de pesados quando o tema \u00e9 sustentabilidade. \u201cTodos n\u00f3s a queremos e almejamos. Mas tudo tem custo. Se n\u00e3o conseguirmos conciliar, a conta vai para o consumidor final. E isso n\u00e3o \u00e9 bom\u201d, alertou.<\/p>\n<p>A exemplo do painel I, este bloco de apresenta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m teve uma sess\u00e3o de debates, mediada por Rodolfo Ferreira, da Afton.<\/p>\n<p>Melhores papers do SIMEA \u2013 Ao final do Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, os organizadores do SIMEA 2023 \u2013 Semin\u00e1rio Internacional de Engenharia Automotiva, organizado e promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, homenageram os melhores trabalhos t\u00e9cnicos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31\/10\/2023 \u2013 O setor brasileiro de lubrificantes, aditivos e fluidos desenvolve e domina a tecnologia de seus produtos, possui um dos sistemas de log\u00edstica reversa mais eficaz do mundo, tem muito a contribuir com o processo de descarboniza\u00e7\u00e3o veicular, mas ainda assim enfrenta desafios importantes, um deles \u00e9 o da comunica\u00e7\u00e3o e conscientiza\u00e7\u00e3o do consumidor [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3460,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3634","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3634","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3634"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3635,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3634\/revisions\/3635"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3460"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}