{"id":3626,"date":"2024-05-21T08:07:16","date_gmt":"2024-05-21T11:07:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3626"},"modified":"2024-05-21T08:07:16","modified_gmt":"2024-05-21T11:07:16","slug":"seminario-de-manufatura-debate-rumos-do-rota-2030-rebatizado-de-mobilidade-verde-e-inovacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/seminario-de-manufatura-debate-rumos-do-rota-2030-rebatizado-de-mobilidade-verde-e-inovacao","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio de Manufatura debate rumos do Rota 2030, rebatizado de Mobilidade Verde e Inova\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>Com o tema \u201cPresente e futuro da manufatura avan\u00e7ada: impactos do Rota 2030 \u2013 do Ciclo I para o Ciclo II\u201d, a 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de Manufatura Avan\u00e7ada, promovida e organizada pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, debateu os principais elos do setor automotivo e os pr\u00f3ximos passos rumo \u00e0 mobilidade sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O presidente da AEA, Marcus Vinicius Aguiar, abriu oficialmente o evento, realizado no audit\u00f3rio da UNIP \u2013 Universidade Paulista, unidade Indian\u00f3polis, capital paulista, na quinta-feira, 21. Na sequ\u00eancia teve o lan\u00e7amento do 4\u00ba Desafio de IA e IoT e a entrega dos \u00a0pr\u00eamios \u201cDestaque Novos Engenheiros\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o de Carlos Sakuramoto, diretor da General Motors, Anderson Borille, do ITA, e Fernando Villela, da Ford, coordenador do evento.<\/p>\n<p>A palestra de abertura ficou a cargo de Adriano Barros, diretor de Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas e Governamentais da General Motors Am\u00e9rica do Sul, que destacou a mudan\u00e7a do nome do Rota 2030, a partir do seu segundo ciclo, para Programa Mobilidade Verde e Inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O executivo lembrou que os investimentos em P&amp;D decorrentes do Rota 2030 chegaram a R$ 4,37 bilh\u00f5es em 2022. \u00a0O Brasil, na sua avalia\u00e7\u00e3o, pode ser l\u00edder global no processo de descarboniza\u00e7\u00e3o da mobilidade e log\u00edstica. \u201cUm dos grandes talentos do Pa\u00eds \u00e9 o setor automotivo. Poucos pa\u00edses t\u00eam tantas f\u00e1bricas e a capacidade de engenharia automotiva como a brasileira. Temos de aproveitar e agregar valor \u00e0 produ\u00e7\u00e3o\u201d, \u00a0comentou Barros, para quem o risco do Brasil n\u00e3o \u00e9 recess\u00e3o, mas sim subdesempenho: \u201cJ\u00e1 temos projetos do ber\u00e7o ao t\u00famulo e podemos ser protagonistas quando o tema \u00e9 descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Projetos da Fundep<\/strong>\u00a0\u2013 Ainda na parte da manh\u00e3, tr\u00eas representantes da Fundep, respons\u00e1veis pelas linhas 4, 5 e 6, fizeram um balan\u00e7o do Rota 2030 e divulgaram novos projetos em curso. Ana Elisa Braga abordou a linha 4, revelando que a ideia para o ciclo 2 do programa automotivo \u00e9 aproveitar as empresas que j\u00e1 est\u00e3o no sistema, otimizando demandas e ofertas para ganhos em escala: \u201cPara reduzir ociosidade e ter uma estrutura fabril mais coerente, \u00e9 fundamental que as ferramentarias passem a trabalhar de forma conjunta\u201d, sentenciou.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m da Fundep, Ana Lu\u00edsa Lage abordou a linha 5, referente aos \u00a0biocombust\u00edveis, seguran\u00e7a e propuls\u00e3o alternativa. Ela informou que no ciclo atual s\u00e3o 76 projetos, dos quais 26 de biocombust\u00edveis, envolvendo um aporte de R$ 173 milh\u00f5es. No ciclo 2, ser\u00e3o tr\u00eas frentes: \u00a0impulsionamento de projetos, juntando, por exemplo, os relativos a baterias, projetos estruturantes estrat\u00e9gicos e capacita\u00e7\u00e3o e m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p>Coube a Raylson Martins comentar sobre a linha 6, relativa \u00e0 conectividade veicular e iniciada h\u00e1 apenas um ano. Ainda est\u00e1 em fase de sele\u00e7\u00e3o de projetos que envolvem temas como meio ambiente e descarboniza\u00e7\u00e3o, cidades inteligentes, prote\u00e7\u00e3o de dados e manuten\u00e7\u00e3o preditiva.<\/p>\n<p><strong>Produtos verdes<\/strong>\u00a0\u2013 Representantes de fornecedores das \u00e1reas de a\u00e7o, alum\u00ednio, pol\u00edmero e pneu, ainda na parte da manh\u00e3, fizeram palestras sobre produtos sustent\u00e1veis em suas respectivas \u00e1reas. Andr\u00e9 Andrade, da Usiminas, falou sobre a\u00e7o verde, revelando que a ind\u00fastria do a\u00e7o contribui com 4% das emiss\u00f5es no Brasil, \u00edndice que varia de 6% a 8% no mundo.<\/p>\n<p>Dentre as a\u00e7\u00f5es em curso, destacou aquelas relativas \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica, melhoria de materiais e energia renov\u00e1vel. Informou que a Usiminas investe R$ 2,7 bilh\u00f5es na reforma do Forno 3, que ser\u00e1 o mais moderno do ocidente, destacando tamb\u00e9m que houve 86% de engajamento dos fornecedores aos projetos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es da empresa.<\/p>\n<p>Leandro Campos, gerente geral da CBA \u2013 Companhia Brasileira de Alum\u00ednio, abordou o tema alum\u00ednio verde, enfatizando o potencial de consumo de alum\u00ednio de baixo carbono no setor automotivo local. \u201cNo Brasil, um carro carrega em m\u00e9dia 28 kg de alum\u00ednio. Nos EUA, s\u00e3o 90 kg. A substitui\u00e7\u00e3o de 1 kg de a\u00e7o por 1 kg de alum\u00ednio equivale a 20 kg a menos de CO2 emitido no caso de um autom\u00f3vel\u201d.<\/p>\n<p>Ao comentar sobre pol\u00edmero verde, Nicole Amaral, do Instituto Firjan Senai de Tecnologia Qu\u00edmica e Meio Ambiente, fez quest\u00e3o de ressaltar que na produ\u00e7\u00e3o do setor automotivo \u00e9 preciso haver um combina\u00e7\u00e3o de materiais e n\u00e3o uma competi\u00e7\u00e3o entre eles. Lembrou, contudo, que os pl\u00e1sticos pesam 50% menos que os materiais automotivos tradicionais e, entre os seus benef\u00edcios, tem a facilidade de reciclagem.<\/p>\n<p>Coube a Roberto Falkenstein, da Pirelli, mostrar os benef\u00edcios do pneu verde: \u201dFomos pioneiros nessa \u00e1rea, com o lan\u00e7amento em 1998 do primeiro produto do g\u00eanero no setor\u201d. Os investimentos foram cont\u00ednuos deste ent\u00e3o e, entre as vantagens do pneu verde, citou uma economia de combust\u00edvel da ordem de 6%. Tamb\u00e9m abordou a quest\u00e3o dos carros el\u00e9tricos, que por pesarem mais trazem novos desafios \u00e0 ind\u00fastria de pneus.<\/p>\n<p>Ainda na linha dos produtos sustent\u00e1veis, a palestra sobre tinta verde, a primeira da parte da tarde, esteve a cargo de F\u00e1bio Shimozato, gerente de tecnologia da Basf. O executivo destacou a solu\u00e7\u00e3o e-coat, referente \u00e0 primeira camada da pintura, que reduziu entre 10% e 15% o uso do material em cada carro.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m falou das demais camadas, revelando que o processo integrado oferecido pela empresa \u00a0elimina uma etapa de estufa, com redu\u00e7\u00e3o de custos, menos emiss\u00e3o e log\u00edstica mais \u00e1gil. Por fim, Jo\u00e3o Veiga, da AGC Vidros, fez palestra sobre vidro verde.<\/p>\n<p>Seu principal foco foi na economia circular: \u201cTeria de ter um processo da ind\u00fastria de vidros recuperar sobras das montadoras para reaproveitar. Estamos conversando com as montadoras sobre isso\u201d.<\/p>\n<p>Quanto ao produto em si, destacou entre os avan\u00e7os em curso a exist\u00eancia na Europa de vidros que projetam informa\u00e7\u00f5es ao motorista e usu\u00e1rios, al\u00e9m de antenas embutidas para viabilizar o carro aut\u00f4nomo.<\/p>\n<p><strong>Case pr\u00e1tico<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cExpandindo a integra\u00e7\u00e3o horizontal no fluxo de valor: case pr\u00e1tico\u201d foi o foco da palestra de Julio Monteiro, diretor industrial da Robert Bosch. Com a m\u00e1xima de que \u00e9 preciso todos caminharem juntos, a empresa desenvolveu um projeto piloto em 2018 em um fornecedor para implanta\u00e7\u00e3o do conceito Ind\u00fastria 4.0.<\/p>\n<p>Dentre os benef\u00edcios, houve 7% de ganho em efici\u00eancia e 37% de redu\u00e7\u00e3o de custo de manuten\u00e7\u00e3o. A partir dessa a\u00e7\u00e3o, a Bosch criou agora o projeto Finep 2030 com 18 fornecedores, cujo encerramento est\u00e1 previsto para junho de 2024. \u201cS\u00f3 poderei divulgar os resultados do projeto ao final do processo\u201d, disse Monteiro. \u201cMas posso adiantar que tem muita li\u00e7\u00e3o aprendida e tamb\u00e9m coisas ruins\u201d.<\/p>\n<p>Unindo todos os temas abordados, representantes da FGV e Firjan Senai abrilhantaram o semin\u00e1rios com seus pain\u00e9is, do in\u00edcio ao fim de vida \u00fatil do ve\u00edculo. Com o tema \u201cDo ber\u00e7o ao port\u00e3o\u201d, a palestra de Juliana Picoli, da FGV, revelou projeto em fase inicial que visa calcular a pegada de carbono desde a extra\u00e7\u00e3o das mat\u00e9rias primas at\u00e9 o port\u00e3o das montadoras. \u00c9 uma parceria com a Unicamp, sendo a contratante a Fundep, no \u00e2mbito da linha 5. O objetivo, segundo Juliana, \u00e9 ter uma ferramenta setorial de c\u00e1lculo.<\/p>\n<p>Nicolas de Ara\u00fajo, do Senai, abordou a quest\u00e3o do descomicionamento veicular, que consiste basicamente em evitar pr\u00e1ticas erradas de descarte. \u201cS\u00e3o a\u00e7\u00f5es que trazem ganhos econ\u00f4micos em toda a cadeia com boas pr\u00e1ticas em cada componente com rela\u00e7\u00e3o ao fim de vida\u201d, explicou Ara\u00fajo. \u00c9 um projeto de dez meses que ser\u00e1 apresentado em maio do ano que vem.<\/p>\n<p>O desafio proposto pela comiss\u00e3o organizadora foi muito bem atendido com a palestra \u201cBateria de l\u00edtio nacional \u2013 utopia ou realidade\u201d, em que Marcos Berton, da Fiesp e pesquisador e chefe de inova\u00e7\u00e3o do Senai , lembrou que o Brasil tem reservas de todos os minerais que v\u00e3o na bateria. Ou seja, para produzi-la, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio importar absolutamente nada.<\/p>\n<p>Informou que h\u00e1 hoje no Pa\u00eds dois institutos, incluindo o Senai, com planta piloto de produ\u00e7\u00e3o de baterias, em escala de laborat\u00f3rio. H\u00e1 um projeto estruturante, modelo rota 2030, que visa apoiar montadoras, fornecedores e empresas interessadas em produzir bateria. \u201cO Senai acredita que \u00e9 vi\u00e1vel produzir baterias aqui. \u00c9 uma estrat\u00e9gia de Pais e se quisermos d\u00e1 \u00a0pra fazer\u201d, cravou Berton.<\/p>\n<p><strong>Nacionaliza\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0\u2013 O Semin\u00e1rio de Manufatura da AEA foi encerrado por Leonardo Amaral, gerente de Compliance da Stellantis. Ele aproveitou a oportunidade para destacar a import\u00e2ncia dos investimentos em nacionaliza\u00e7\u00e3o no processo de descarboniza\u00e7\u00e3o do setor.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, as montadoras s\u00e3o obrigadas a importar pelo menos 20% dos componentes presentes num autom\u00f3vel produzido no Brasil. \u201cS\u00f3 para citar um exemplo, a c\u00e2mera de r\u00e9, dispon\u00edvel hoje em v\u00e1rios modelos, n\u00e3o tem produ\u00e7\u00e3o local. Depende exclusivamente de importa\u00e7\u00e3o\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Na sua opini\u00e3o, o \u00fanico caminho para a mobilidade sustent\u00e1vel no Pa\u00eds \u00e9 o da localiza\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as. Segundo ele, a manuten\u00e7\u00e3o da cadeia automotiva brasileira passa pela produ\u00e7\u00e3o do carro h\u00edbrido antes de partir para o 100% el\u00e9trico. Dentre outras a\u00e7\u00f5es da Stellantis, citou o projeto Bio-Hybrid, que contemplar\u00e1 lan\u00e7amento de h\u00edbridos a etanol no mercado brasileiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com o tema \u201cPresente e futuro da manufatura avan\u00e7ada: impactos do Rota 2030 \u2013 do Ciclo I para o Ciclo II\u201d, a 8\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de Manufatura Avan\u00e7ada, promovida e organizada pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, debateu os principais elos do setor automotivo e os pr\u00f3ximos passos rumo \u00e0 mobilidade sustent\u00e1vel. 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