{"id":3614,"date":"2024-05-21T08:05:11","date_gmt":"2024-05-21T11:05:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3614"},"modified":"2024-05-21T08:05:11","modified_gmt":"2024-05-21T11:05:11","slug":"cartilha-do-poco-a-roda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/cartilha-do-poco-a-roda","title":{"rendered":"Cartilha \u201cDo po\u00e7o \u00e0 roda\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Segunda-feira, 3 de julho, foi o dia mais quente j\u00e1 registrado na Terra, diz ag\u00eancia dos EUA. Dados dos Centros Nacionais de Previs\u00e3o Ambiental dos Estados Unidos apontam que a temperatura m\u00e9dia global atingiu a marca de 17,01\u00b0C na data.<\/p>\n<p>Diante dessa constata\u00e7\u00e3o irrevers\u00edvel, assustadora e catastr\u00f3fica, cada vez mais se torna imprescind\u00edvel o engajamento de todos os agentes da economia e das popula\u00e7\u00f5es mundiais no processo de descarboniza\u00e7\u00e3o dos meios produtivos.<\/p>\n<p>A AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva faz parte dessa cadeia produtiva, tamb\u00e9m respons\u00e1vel por administrar e colaborar com os fatores de uso de materiais, processos e at\u00e9 de log\u00edstica reversa em prol da emiss\u00e3o zero ou baixos \u00edndices de pegada de carbono.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a entidade -por meio da cartilha \u201cDo po\u00e7o \u00e0 roda\u201d \u2013 pretende orientar os consumidores finais de autom\u00f3veis de passeio quanto aos c\u00e1lculos simplificados de emiss\u00e3o de carbono e de efici\u00eancia energ\u00e9tica de motores a combust\u00e3o interna e de ve\u00edculos eletrificados.<\/p>\n<p>Vale destacar que a AEA, ao disponibilizar a cartilha do \u201cDo po\u00e7o \u00e0 roda\u201d, entende que est\u00e1 colaborando efetivamente com o processo de conscientiza\u00e7\u00e3o dos propriet\u00e1rios de autom\u00f3veis que, por sua vez, v\u00e3o considerar a pegada de carbono como fator t\u00e3o importante quanto \u00e0 motoriza\u00e7\u00e3o, design, itens de conforto e de conectividade.<\/p>\n<p>Em outras palavras, processo de descarboniza\u00e7\u00e3o significa menos emiss\u00e3o de CO2, por meio de autom\u00f3veis mais eficientes do ponto de vista energ\u00e9tico. Ou seja, o seu carro estar\u00e1 poluindo menos o meio ambiente e, portanto, contribuindo para que menos pessoas sofram de doen\u00e7as causadas pela polui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Cartilha \u2013 A ind\u00fastria automobil\u00edstica mundial encontra-se em um dos momentos mais importantes de transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, resumida \u2013 em princ\u00edpio \u2013 ao divisor de \u00e1guas entre motores a combust\u00e3o interna e eletrificados. A cartilha \u201cDo po\u00e7o \u00e0 roda\u201d, da AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, traz ao setor e ao mercado brasileiro uma contribui\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, como sempre o fez nesses 38 anos de exist\u00eancia da entidade que re\u00fane empresas do segmento, Governo, universidades, em trabalhos conjuntos com as demais entidades da cadeia.<\/p>\n<p>O conceito \u201cDo po\u00e7o \u00e0 roda\u201d tem sido amplamente discutido e ser\u00e1 implementado no Rota 2030, fase 2, em 2027, para ve\u00edculos leves. Trata-se de um conceito mais amplo no qual se avalia o impacto do setor de transporte de ve\u00edculos leves nas emiss\u00f5es de gases de efeito estufa (CO2). Por esse conceito, consideram-se as emiss\u00f5es de CO2 na produ\u00e7\u00e3o dos energ\u00e9ticos e no uso do ve\u00edculo (veja o infogr\u00e1fico).<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3615\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Cartilha-item-Do-poco-a-roda.jpeg\" alt=\"\" width=\"940\" height=\"506\" srcset=\"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Cartilha-item-Do-poco-a-roda.jpeg 940w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Cartilha-item-Do-poco-a-roda-150x81.jpeg 150w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Cartilha-item-Do-poco-a-roda-768x413.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 940px) 100vw, 940px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil tem o privil\u00e9gio de contar com cerca de 47% de energias renov\u00e1veis (hidr\u00e1ulica, biomassa, e\u00f3lica e solar) de sua matriz energ\u00e9tica para mover a mobilidade e a produ\u00e7\u00e3o, enquanto o restante do mundo, em m\u00e9dia, desfruta-se de apenas 14% de renov\u00e1veis ante 86% de energias n\u00e3o renov\u00e1veis (g\u00e1s natural, derivados de petr\u00f3leo de carv\u00e3o e nuclear).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3616\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem1.png\" alt=\"\" width=\"580\" height=\"377\" srcset=\"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem1.png 580w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem1-150x98.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 580px) 100vw, 580px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A matriz el\u00e9trica brasileira contribui bastante para este cen\u00e1rio, uma vez que mais de 80% da energia el\u00e9trica brasileira em 2020 era proveniente de fontes renov\u00e1veis chegando a 90% em 2027 pelas proje\u00e7\u00f5es da EPE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3617\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem2.png\" alt=\"\" width=\"538\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem2.png 538w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem2-150x98.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 538px) 100vw, 538px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por esse cen\u00e1rio, a leitura e a aplicabilidade desta cartilha devem considerar o quadro da matriz energ\u00e9tica brasileiro, diante de todos os protocolos de sustentabilidade, mas alicer\u00e7ados no trip\u00e9 social, ambiental e econ\u00f4mico do Pa\u00eds, agraciado por ampla matriz energ\u00e9tica renov\u00e1vel e, em paralelo, detentor da tecnologia flexfuel que, segundo estudos do Sindipe\u00e7as, chegou a quase a 70% da frota circulante do pa\u00eds (se considerarmos apenas ve\u00edculos e comerciais leves este n\u00famero \u00e9 ainda maior).<\/p>\n<p>A AEA realizou dois importantes estudos para suportar o c\u00e1lculo deste impacto: a metodologia de c\u00e1lculo e a intensidade de carbono dos energ\u00e9ticos no Brasil, em v\u00e1rios anos, e que pode ser vista no gr\u00e1fico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3618\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem3.png\" alt=\"\" width=\"583\" height=\"352\" srcset=\"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem3.png 583w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem3-150x91.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 583px) 100vw, 583px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pode-se perceber que a intensidade de carbono do etanol \u00e9 muito menor que a intensidade de carbono da gasolina e similar \u00e0 intensidade da eletricidade, mas como mostra o infogr\u00e1fico o impacto do po\u00e7o a roda \u00e9 preciso combinar esses valores com as efici\u00eancias energ\u00e9ticas dos ve\u00edculos. Usando a cartilha da AEA e os valores do PBEV 2023 para a categoria grande, foi poss\u00edvel simular as emiss\u00f5es considerando o percentual de uso de etanol e tamb\u00e9m se os ve\u00edculos flex rodassem apenas com etanol para os ve\u00edculos com motor a combust\u00e3o interna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3619\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem4.png\" alt=\"\" width=\"903\" height=\"340\" srcset=\"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem4.png 903w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem4-150x56.png 150w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem4-768x289.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 903px) 100vw, 903px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aumento do uso do etanol gera enorme potencial na redu\u00e7\u00e3o de CO2, que pode chegar at\u00e9 50% se um ve\u00edculo flex usasse somente etanol.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foi feita uma simula\u00e7\u00e3o comparando o ve\u00edculo el\u00e9trico da mesma categoria Grande (PBEV2023) rodando no Brasil, na Europa e Estados Unidos. Como a matriz el\u00e9trica brasileira contar\u00e1 com mais de 90% renov\u00e1vel em 2027, o ve\u00edculo el\u00e9trico no Brasil emitir\u00e1 menos da metade que um el\u00e9trico na Europa, mesmo considerando uma melhoria na matriz Europeia de aproximadamente 30% em rela\u00e7\u00e3o a 2020 (segundo o ICCT) e um quarto da emiss\u00e3o de um el\u00e9trico nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3620\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem5.png\" alt=\"\" width=\"739\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem5.png 739w, https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Imagem5-150x79.png 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 739px) 100vw, 739px\" \/><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil possui excelentes alternativas para reduzir a pegada de carbono dos ve\u00edculos leves, pois al\u00e9m da eletricidade limpa, o etanol \u00e9 uma excelente solu\u00e7\u00e3o principalmente para a frota circulante que j\u00e1 det\u00e9m mais de 70% de carros flex. Como a renova\u00e7\u00e3o da frota tem diminu\u00eddo ao longo dos anos (em 2022 somente 4% da frota de ve\u00edculos e comerciais leves era nova), esse fato se torna ainda mais relevante.<\/p>\n<p>A cartilha mostra um passo a passo de como calcular as emiss\u00f5es de CO2 \u201cDo po\u00e7o \u00e0 roda\u201d baseado em dados p\u00fablicos, de forma que toda a sociedade possa entender e calcular este impacto ambiental , al\u00e9m de compartilhar os conceitos.<\/p>\n<p>A metodologia de c\u00e1lculo de emiss\u00f5es de gases de efeito estufa est\u00e1 dispon\u00edvel\u00a0<a href=\"https:\/\/aea.org.br\/inicio\/publicacoes-tecnicas\">no site www.aea.org.br\u00a0<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3621\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Raquel-Mizoe-item-Do-poco-a-roda-100x150-1.jpg\" alt=\"\" width=\"100\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p>Raquel Mizoe \u2013 Diretora de Emiss\u00f5es e Consumo Leves<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-3622\" src=\"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/wp-content\/uploads\/2024\/05\/Murilo-Ortolan-item-Do-poco-a-roda-96x150-1.jpg\" alt=\"\" width=\"96\" height=\"150\" \/><\/p>\n<p>Murilo Ortolan \u2013 Diretor de Tendencias Tecnol\u00f3gicas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da teoria \u00e0 pr\u00e1tica, conscientiza\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria e premente.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3472,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3614","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3614","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3614"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3614\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3623,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3614\/revisions\/3623"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3472"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}