{"id":3593,"date":"2024-05-21T07:50:09","date_gmt":"2024-05-21T10:50:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3593"},"modified":"2024-05-21T07:50:09","modified_gmt":"2024-05-21T10:50:09","slug":"simposio-da-aea-reuniu-especialistas-no-tema-debatendo-veiculos-leves-pesados-e-motos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/simposio-da-aea-reuniu-especialistas-no-tema-debatendo-veiculos-leves-pesados-e-motos","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio da AEA reuniu especialistas no tema, debatendo ve\u00edculos leves, pesados e motos"},"content":{"rendered":"<div><strong>31\/10\/2022<\/strong>\u00a0\u2013\u00a0As evolu\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o em curso e s\u00e3o grandes os desafios do setor de lubrificantes, aditivos e fluidos na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica da ind\u00fastria automotiva mundial e brasileira. Com foco na descarboniza\u00e7\u00e3o, os investimentos na \u00e1rea buscam produtos que contribuam para maior efici\u00eancia energ\u00e9tica dos ve\u00edculos e prazo cada vez mais alongado para a troca dos lubrificantes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com o macrotema \u201cO impacto da transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica na lubrifica\u00e7\u00e3o automotiva\u201d, a AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, promoveu no dia 27 de outubro, das 9h \u00e0s 13h30, o XV Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, ainda em forma online. A abertura do evento ficou por conta do vice-presidente da AEA, Marcos Vinicius Aguiar, que destacou a import\u00e2ncia dos atuais aportes no desenvolvimento de novas tecnologias.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A coordenadora do simp\u00f3sio, Simone Hashizume, ex-diretora da AEA e hoje na Vopak, por sua vez, lembrou que as solu\u00e7\u00f5es de descarboniza\u00e7\u00e3o v\u00e3o variar nas diferentes regi\u00f5es, destacando que o Brasil tem uma matriz energ\u00e9tica que permite navegar de forma menos pressionada nesta transi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na primeira parte do evento, \u00c2ngela Oliveira da Costa, da EPE \u2013 Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica, ligada ao Minist\u00e9rio das Minas e Energia, abordou o tema \u201cTransi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica\u201d. Tamb\u00e9m lembrou que o Brasil \u00e9 rico em recursos energ\u00e9ticos, citando v\u00e1rios programas do governo nesse sentido, dentre os quais os relativos ao biog\u00e1s e bioenergia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A previs\u00e3o da representante da EPE \u00e9 a de que os ve\u00edculos eletrificados v\u00e3o representar apenas 6% do total de 4,6 milh\u00f5es de licenciamentos previstos para 2031. Disse que a eletromobilidade ainda tem muitos desafios, destacando que o tema transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica tem de, necessariamente, contemplar o trip\u00e9 social, econ\u00f4mico e ambiental.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Na sequ\u00eancia, falou Marco Garcia, da Scania, que abordou as solu\u00e7\u00f5es de mobilidade no segmento de ve\u00edculos pesados, lembrando ser o \u00f3leo um componente de papel vital no impacto ambiental, no desempenho e na economia do motor. Por isso, explicou, \u00e9 fundamental que o usu\u00e1rio utilize lubrificantes que atendam as especifica\u00e7\u00f5es do fabricante, que variam de acordo com os modelos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O mais recente desenvolvimento da Scania \u00e9 a nova gera\u00e7\u00e3o de \u00f3leo LDF-4, que eleva o desempenho do motor a um novo n\u00edvel, reduzindo significativamente o consumo de combust\u00edvel. De acordo com Garcia, a Scania trabalha direto com as academias para evoluir nessa \u00e1rea, sabendo que no caso dos ve\u00edculos pesados o importante \u00e9 evitar paradas desnecess\u00e1rias do ve\u00edculo. \u201cO objetivo \u00e9 sempre reduzir consumo e aumentar a extens\u00e3o do per\u00edodo de troca de \u00f3leo\u201d.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ao final das duas primeiras apresenta\u00e7\u00f5es, Everton Gon\u00e7alles, ESG Consultoria, coordenou um debate com a participa\u00e7\u00e3o dos representantes da EPE e da Scania, que responderam a uma s\u00e9rie de perguntas encaminhadas pelos participantes virtuais do simp\u00f3sio.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>El\u00e9tricos, diesel e motos \u2013 A segunda parte do simp\u00f3sio contou com seis palestras, sendo a primeira de Leandro Laurentino, da Iconic, sobre \u201cFluidos de arrefecimento para ve\u00edculos el\u00e9tricos\u201d. Ele comentou que os el\u00e9tricos contribuir\u00e3o cada vez mais para a descarboniza\u00e7\u00e3o do planeta, frisando que as linhas futuras de fluidos de arrefecimento devem atender aos conceitos de maior seguran\u00e7a, ampla efici\u00eancia na troca de calor e menor condutividade el\u00e9trica.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\u201cEm alguns anos, o fluido j\u00e1 dever\u00e1 estar em contato direto, para opera\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo, com as novas fontes de energia, como as baterias. Precisaremos ter uma formula\u00e7\u00e3o mais robusta do produto para atendermos um n\u00edvel quase zero de emiss\u00f5es de CO2 e um desempenho seguro e eficiente de carros, motos e caminh\u00f5es\u201d, comentou Laurentino.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ap\u00f3s a palestra do representante da Iconic, foi a vez de Brent Brennam, da Afton Chemical, falar sobre \u201cFluidos de transmiss\u00e3o para ve\u00edculos el\u00e9tricos\u201d. Esse tipo de ve\u00edculo, na sua avalia\u00e7\u00e3o, vai ser predominante no mercado j\u00e1 em 2040, o que vem exigindo investimentos crescentes dos OEMs.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo explicou os fluidos de transmiss\u00e3o el\u00e9trica s\u00e3o projetados para atender aos desafios de desempenho da eTransmission, considerando-se compatibilidade de materiais, propriedades t\u00e9rmicas e el\u00e9tricas e prote\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica superior.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ficou a cargo de Jorge Manes, da Infineum, falar sobre \u201cLubrificantes de baixa viscosidade para motores a diesel\u201d. Ele comentou sobre a chegada do Euro VI no Brasil em janeiro pr\u00f3ximo, salientando que todas as montadoras est\u00e3o caminhando no sentido de maior economia de combust\u00edvel e menor emiss\u00e3o de poluentes. \u00c9 nesse contexto que os \u00f3leos de menor viscosidade ganham cada vez mais import\u00e2ncia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Jeffrey Harmening, da API \u2013 American Petroleum Institute, foi o respons\u00e1vel pelo tema \u201cComo o \u00f3leo de motor API atual e futuro apoiar\u00e3o o cen\u00e1rios em mudan\u00e7a\u201d. Informou que a API testa os \u00f3leos dispon\u00edveis no mercado h\u00e1 mais de 35 anos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>No momento, segundo ele, as empresas buscam a Ilsac GF-7, certifica\u00e7\u00e3o concedida pelo Comit\u00ea Internacional de Padroniza\u00e7\u00e3o e Aprova\u00e7\u00e3o de Lubrifica\u00e7\u00e3o que substitui a atual GF-6. H\u00e1 uma busca por \u00f3leos de ultra baixa viscosidade, frisou Harmening em sua palestra. Dentre as atuais a\u00e7\u00f5es da API, comentou sobre a avalia\u00e7\u00e3o do impacto do etanol em todos os testes GF-6.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com rela\u00e7\u00e3o aos motores do futuro, disse que todos os h\u00edbridos plug-in ter\u00e3o de utilizar \u00f3leos, enquanto no caso dos el\u00e9tricos os investimentos ser\u00e3o em novos fluidos. Segundo ele, h\u00e1 um grupo trabalhando nessa \u00e1rea para definir normas e padr\u00f5es. Lembrou, por fim, que a API tem parceria no Brasil com o IQA, Instituto de Qualidade Automotiva, promovendo cursos sobre lubrificantes.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Brittany Folino e Kasi David, da Lubrizol, abordaram o tema \u201c\u00d3leo do motor h\u00edbrido: impulsionando os carros de hoje e a tecnologia do amanh\u00e3\u201d. Folino concordou com outros palestrantes de que cada regi\u00e3o do mundo vai seguir sua voca\u00e7\u00e3o e que na Am\u00e9rica do Sul, principalmente Brasil, os h\u00edbridos v\u00e3o predominar no caminho para a eletrifica\u00e7\u00e3o. Informou que a Lubrizol vem realizando pesquisas na regi\u00e3o para ver o que o consumidor do carro h\u00edbrido quer em termos de \u00f3leos lubrificantes, fluidos etc. Segundo a executiva, os h\u00edbridos demandam lubrificantes mais robustos, tipo o ACEA-C.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>A \u00faltima palestra do Simp\u00f3sio da AEA foi proferida por Rafael Ribeiro, da Oronite, abordando o tema \u201cMotocicletas\u201d. O executivo procurou deixar claro que os \u00f3leos utilizados em motos n\u00e3o podem ser os mesmos dos autom\u00f3veis, informando que tamb\u00e9m neste segmento o \u00f3leo de menor viscosidade vem ganhando cada vez mais espa\u00e7o.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>O evento da AEA foi encerrado com um debate com todos os participantes da segunda etapa do simp\u00f3sio, mediada por Rodolfo Ferreira, da Afton Chemical.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>\n<p>O encerramento foi feito por Roberta Teixeira, diretora de Lubrificante da associa\u00e7\u00e3o, que destacou ser o Brasil um pa\u00eds privilegiado no contexto de fontes renov\u00e1veis de energia. Sobre o macrotema do simp\u00f3sio, finalizou dizendo que a busca por lubrificantes que garantam maior efici\u00eancia energ\u00e9tica e, ao mesmo tempo, aumento do prazo para a troca ainda encontra oportunidades de novos desenvolvimentos. Destacou a import\u00e2ncia estarmos atentos aos novos biocombust\u00edveis e tecnologias de powertrain que trazem um desafio adicional aos formuladores.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31\/10\/2022\u00a0\u2013\u00a0As evolu\u00e7\u00f5es j\u00e1 est\u00e3o em curso e s\u00e3o grandes os desafios do setor de lubrificantes, aditivos e fluidos na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica da ind\u00fastria automotiva mundial e brasileira. Com foco na descarboniza\u00e7\u00e3o, os investimentos na \u00e1rea buscam produtos que contribuam para maior efici\u00eancia energ\u00e9tica dos ve\u00edculos e prazo cada vez mais alongado para a troca dos [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3486,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3593","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3593"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3594,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3593\/revisions\/3594"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3486"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3593"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3593"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3593"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}