{"id":3586,"date":"2024-05-21T07:45:11","date_gmt":"2024-05-21T10:45:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3586"},"modified":"2024-05-21T07:45:11","modified_gmt":"2024-05-21T10:45:11","slug":"simea-2022-reune-mais-de-900-profissionais-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/simea-2022-reune-mais-de-900-profissionais-em-sao-paulo","title":{"rendered":"SIMEA 2022 re\u00fane mais de 900 profissionais em S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p>A abertura do SIMEA \u2013 Simp\u00f3sio Internacional de Engenharia Automotiva 2022 foi marcada pela defesa dos biocombust\u00edveis brasileiros, tanto por parte dos executivos de montadoras e autope\u00e7as como tamb\u00e9m do governo federal. O tema central deste ano, \u201cA contribui\u00e7\u00e3o da cadeia automobil\u00edstica na descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d, atraiu mais de 750 profissionais ao Expo Center Norte \u2013 Centro de Conven\u00e7\u00f5es, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, nos dias 18 e 19 de agosto, o evento contou com pain\u00e9is, palestras, debates e 39 sess\u00f5es t\u00e9cnicas, sobre conectividade, motores, combust\u00edveis e materiais, entre v\u00e1rios outros temas, al\u00e9m de uma mostra de tecnologia com participa\u00e7\u00e3o das principais empresas do setor.<\/p>\n<p>O presidente da AEA, Besaliel Botelho, aproveitou a abertura do simp\u00f3sio \u00a0para comemorar a volta do formato presencial: \u201cForam tr\u00eas anos dif\u00edceis, por causa da pandemia, e estou muito feliz de estar aqui com todos voc\u00eas. Conseguimos manter a chama acesa nesse per\u00edodo e criamos uma capacita\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica de nossos engenheiros, fundamental nesse momento disruptivo do setor automotivo. Parab\u00e9ns a todos pela resili\u00eancia\u201d.<\/p>\n<p>Botelho destacou, ainda, a import\u00e2ncia do ve\u00edculo h\u00edbrido flex, com etanol, que ganha notoriedade n\u00e3o s\u00f3 local, mas tamb\u00e9m em outros pa\u00edses sem voca\u00e7\u00e3o el\u00e9trica. \u201cO Brasil \u00e9 um pa\u00eds privilegiado, com uma das matrizes energ\u00e9ticas mais limpas do planeta\u201d, enfatizou.<\/p>\n<p>Nessa mesma linha, o presidente do Sindipe\u00e7as, Cl\u00e1udio Sahad, disse entender que novas tecnologias v\u00e3o coexistir no mundo todo a partir de rotas definidas pelos recursos naturais predominantes em cada regi\u00e3o. \u201cDas nossas associadas, 2\/3 s\u00e3o pequenas e m\u00e9dias empresas. Nosso papel \u00e9 difundir informa\u00e7\u00f5es para que elas adotem estrat\u00e9gias que garantam a sobreviv\u00eancia e o fortalecimento dos seus neg\u00f3cios\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o presidente da Anfavea, M\u00e1rcio de Lima Leite, comentou sobre a import\u00e2ncia de haver pol\u00edticas p\u00fablicas que garantam ao Brasil o protagonismo industrial. \u201cN\u00e3o podemos perder o time. O mundo n\u00e3o vai migrar direto para o ve\u00edculo el\u00e9trico e n\u00f3s temos tecnologias fant\u00e1sticas\u201d, comentou, tamb\u00e9m citando o etanol e demais biocombust\u00edveis brasileiros. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o Brasil poderia tornar-se um fabricante de baterias ao inv\u00e9s de importar l\u00edtio, por exemplo.<\/p>\n<p>Assim como o presidente do Sindipe\u00e7as, tamb\u00e9m o coordenador do SIMEA, Renato Faria, avaliou em seu pronunciamento que o caminho rumo \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 ajustado de acordo com as peculiaridades de cada regi\u00e3o: \u201cO Brasil \u00e9 um case de sucesso no que diz respetivo a combust\u00edveis alternativos\u201d.<\/p>\n<p>A presidente de honra do SIMEA, Margarete Gandini, coordenadora geral de Fiscaliza\u00e7\u00e3o de Regimes Automotivos do Minist\u00e9rio da Economia, fez quest\u00e3o de ressaltar a import\u00e2ncia da engenharia automotiva brasileira em prol de importantes avan\u00e7os no setor. Citou as evolu\u00e7\u00f5es em efici\u00eancia energ\u00e9tica e a aprova\u00e7\u00e3o do programa de renova\u00e7\u00e3o de frota, o Renovar, no Congresso Nacional. Mas admitiu que ainda h\u00e1 muito a fazer, como por exemplo a inspe\u00e7\u00e3o veicular. \u201cAdmito, inclusive, que temos muito mais pontos de interroga\u00e7\u00e3o do que respostas\u201d, disse Margarete. \u201cMas \u00e9 importante lembrar que o governo n\u00e3o faz carro. A pol\u00edtica industrial tem de ser definida com os atores. A decis\u00e3o vai ser de cada um de n\u00f3s, n\u00e3o s\u00f3 do governo\u201d.<\/p>\n<p>O coordenador geral de ambientes inovadores e startups do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI), Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Silv\u00e9rio, encerrou a sess\u00e3o de abertura falando dos investimentos do governo, com destaque \u00e0 destina\u00e7\u00e3o de R$ 2,5 bilh\u00f5es, a partir de 2020, ao setor acad\u00eamico brasileiro.<\/p>\n<p><strong>Primeiro dia<\/strong>\u00a0\u2013 Na sequ\u00eancia da sess\u00e3o de abertura, um painel com tr\u00eas palestras, ainda na parte da manh\u00e3, centralizou os debates nas a\u00e7\u00f5es locais e mundiais em prol da descarboniza\u00e7\u00e3o. Thomas Fabian, diretor da ACEA, falou sobre \u201cAs tend\u00eancias de redu\u00e7\u00e3o de CO2 na pegada de carbono\u201d, fornecendo dados sobre o mercado europeu, com foco principalmente nos ve\u00edculos pesados.<\/p>\n<p>Segundo ele, desde 2000 houve uma redu\u00e7\u00e3o de 20% na emiss\u00e3o de CO2 no transporte rodovi\u00e1rio do continente europeu. \u201cA eletricidade limpa, hidrog\u00eanio e combust\u00edveis baixo ou zero carbono s\u00e3o cruciais para a transi\u00e7\u00e3o estabelecida na regi\u00e3o, que prev\u00ea que at\u00e9 2040 todos os novos ve\u00edculos comerciais ter\u00e3o de ser livres de f\u00f3sseis\u201d, lembrou Fabian.<\/p>\n<p>Marta Giannichi, representante do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente, tamb\u00e9m participou deste primeiro painel, abordando o tema \u201cVis\u00e3o consolidada da pol\u00edtica de redu\u00e7\u00e3o de carbono no Brasil\u201d. Ela lembrou que para envolver todos nesse processo, o governo publicou decreto em maio convidando os diferentes segmentos econ\u00f4micos a apresentarem suas curvas de descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em sua avalia\u00e7\u00e3o, \u00e9 necess\u00e1rio promover solu\u00e7\u00f5es que sejam lucrativas para todos, ou seja, para as empresas, para o Pa\u00eds e para o meio ambiente. \u201c\u00c9 um momento de transi\u00e7\u00e3o, durante o qual \u00e9 fundamental que o Pa\u00eds n\u00e3o abra m\u00e3o do que tem, como \u00e9 o caso do etanol. O carro h\u00edbrido flex pode ser o caminho para o Brasil\u201d, enfatizou Marta.<\/p>\n<p>A outra palestra, sobre \u201cO mercado brasileiro na vis\u00e3o dos fabricantes de equipamento prim\u00e1rio\u201d, ficou a cargo de Henry Joseph Junior, diretor t\u00e9cnico da Anfavea. Ele apresentou estudo da entidade conclu\u00eddo em 2021 que apresenta tr\u00eas cen\u00e1rios: inercial, converg\u00eancia global e protagonismo dos biocombust\u00edveis.<\/p>\n<p>No contexto do po\u00e7o-\u00e0-roda, o melhor, segundo ele, \u00e9 o terceiro, que assume como premissa o aumento de 15 pontos porcentuais dos biocombust\u00edveis no mix de combust\u00edvel no Pa\u00eds. Ao final das exposi\u00e7\u00f5es do Painel 1, houve debate mediado por Giovanna Riato, editora do Portal Automotive Business.<\/p>\n<p><strong>Etanol x petr\u00f3leo<\/strong>\u00a0\u2013 Na tarde do primeiro dia do simp\u00f3sio, houve tr\u00eas palestras sequenciais, seguidas de perguntas e respostas: \u201cA contribui\u00e7\u00e3o do etanol para o futuro da mobilidade\u201d, de autoria de Luciano Rodrigues, diretor da Unica; \u201cDo f\u00f3ssil ao renov\u00e1vel \u2013 sinergias para uma transi\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel\u201d, de Marcelo Gauto, da Petrobras, e \u201cO impacto da redu\u00e7\u00e3o de CO2 na vis\u00e3o dos sistemistas\u201d, com G\u00e1bor De\u00e1k, do Sindipe\u00e7as.<\/p>\n<p>O diretor da Unica informou que no segmento de ve\u00edculos leves o etanol tem participa\u00e7\u00e3o de 44% no Brasil, \u00edndice que no resto do mundo limita-se a 6%. Ele garantiu que o setor sucroalcooleiro tem capacidade de aumentar em 20% a produ\u00e7\u00e3o do etanol usando apenas a \u00e1rea de cultivo atual, sem a cria\u00e7\u00e3o de novas empresas. \u201cA produ\u00e7\u00e3o de etanol ocupa apenas 6,9% da \u00e1rea agricultur\u00e1vel no Brasil, sendo 5,7% a partir do a\u00e7\u00facar e 1,2% do milho\u201d, revelou.<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia foi a vez de Gauto, da Petrobras, falar sobre a estrat\u00e9gia da empresa de investir em um petr\u00f3leo cada vez mais competitivo. Citou, entre outros exemplos, o Diesel R-5, com 5% de conte\u00fado renov\u00e1vel: \u201cJ\u00e1 conclu\u00edmos todas as fase de laborat\u00f3rio e agora estamos fazendo teste de campo em Curitiba. Logo vamos come\u00e7ar os testes comerciais desse novo combust\u00edvel em outras localidades\u201d.<\/p>\n<p>J\u00e1 o representante do Sindipe\u00e7as, G\u00e1bor De\u00e1k, aproveitou o SIMEA para mostrar pesquisa sobre a\u00e7\u00f5es de descarboniza\u00e7\u00e3o em curso na cadeia de fornecedores. \u201cDiante da pergunta sobre qual o per\u00edodo que a empresa trabalha para atingir a neutralidade, 50% dos participantes da pesquisa responderam n\u00e3o ter previs\u00e3o nesse sentido\u201d, lamentou o executivo.<\/p>\n<p>Em contrapartida, informou que 6,52% j\u00e1 atingiram a neutralidade e 2,17% t\u00eam isso por meta at\u00e9 2025. O per\u00edodo de 2016 a 2030 est\u00e1 na meta de 10,87%, mesmo \u00edndice que tem por prazo a faixa de 2031 a 2035. Tamb\u00e9m \u00e9 de 10,87% o porcentual das empresas que querem atingir a neutralidade entre 2056 e 2050.<\/p>\n<p><strong>Segundo dia<\/strong>\u00a0\u2013 \u201cO Brasil e as fontes de energia alternativas\u201d foi o tema do Painel II, realizado na sexta-feira, 19 de agosto. Antonio Megale, do movimento MSBC \u2013 Mobilidade Sustent\u00e1vel de Baixo Carbono e tamb\u00e9m conselheiro da AEA, falou sobre \u201cOs potenciais para a mobilidade sustent\u00e1vel no Brasil\u201d, lembrando que no Brasil o transporte rodovi\u00e1rio responde por apenas 13% da emiss\u00e3o total de CO2.<\/p>\n<p>\u201cTemos uma relevante diversidade de rotas tecnol\u00f3gicas e programas de peso no \u00e2mbito da descarboniza\u00e7\u00e3o, como o Proconve, Rota 2030 e RenovaBio, todos sob o guarda-chuva do Combust\u00edvel do Futuro\u201d, lembrou Megale. Ele informou, ainda, que o MSBC promove reuni\u00f5es semanais com as principais entidades do setor, incluindo Afavea, Unica, Sindipe\u00e7as, AEA e SAE, e representantes de universidades brasileiras, para debater o tema da descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em seguida, Andr\u00e9 Ferri, da Ambev, abordou o tema \u201cFontes de energia alternativas aplicadas no transporte\u201d. A partir de uma parceria com a VWCO, Volkswagen Caminh\u00f5es e \u00d4nibus, a empresa investiu em uma frota de el\u00e9tricos, contando hoje com 253 ve\u00edculos do g\u00eanero, que j\u00e1 percorreram mais de 500 mil quil\u00f4metros: \u201c\u00c9 poss\u00edvel aliar ganhos em sustentabilidade com redu\u00e7\u00e3o de custos. Com a frota de caminh\u00f5es el\u00e9tricos tivemos uma redu\u00e7\u00e3o de 20% em custo operacional\u201d.<\/p>\n<p>A terceira palestra do Painel II, que teve por tema \u201cC\u00e9lula de combust\u00edvel etanol no carregamento de ve\u00edculos el\u00e9tricos\u201d, ficou a cargo de Clayton Zabeu, pesquisador do Instituto Mau\u00e1 de Tecnologia. \u201cN\u00e3o podemos ficar alijados do mundo\u201d, comentou. \u201cO importante \u00e9 casarmos solu\u00e7\u00f5es locais com tend\u00eancias mundiais\u201d. Entre os trabalhos em curso do IMT, citou o sistema eletroeletr\u00f4nico de acoplamento ve\u00edculo-grid-fonte, j\u00e1 finalizado, e o sistema gerador baseado em SOFC (c\u00e9lula de combust\u00edvel de \u00f3xido s\u00f3lido) at\u00e9 2,5kw, j\u00e1 validado. Al\u00e9m disso, o instituto realiza estudos adicionais com vers\u00f5es diferentes de reformador catal\u00edtico em 5kW.<\/p>\n<p>Ainda na parte da manh\u00e3 do segundo dia, o SIMEA trouxe a palestra \u201cContribui\u00e7\u00e3o das PPPs na descarboniza\u00e7\u00e3o\u201d, ministrada por Ana Luisa Lage, da Fundep. Ela apresentou a contribui\u00e7\u00e3o do programa Rota 2030 no contexto da descarboniza\u00e7\u00e3o e os projetos em fase de execu\u00e7\u00e3o da linha V \u2013 Biocombust\u00edveis, Seguran\u00e7a Veicular e Propuls\u00e3o Alternativa \u00e0 Combust\u00e3o. Aproveitou para convidar os presentes a participarem do Workshop InLab, no dia 1\u00ba de setembro, das 16h \u00e0s 18h, ocasi\u00e3o em que ser\u00e1 feito um mapeamento das demandas tecnol\u00f3gicas da linha V.<\/p>\n<p>A \u00faltima palestra do segundo dia do simp\u00f3sio da AEA \u2013 \u201cComo medir e alavancar as inova\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis no setor automotivo a partir dos recursos financeiros dispon\u00edveis\u201d \u2013 foi proferida por Marina Loures, da ABGI Brasil.<\/p>\n<p><strong>Mesa redonda dos el\u00e9tricos<\/strong>\u00a0\u2013 O SIMEA 2022 foi encerrado com uma mesa redonda com o tema \u201cO futuro e desafios do portf\u00f3lio de ve\u00edculos el\u00e9tricos no Brasil\u201d, mediada pelo editor-chefe do site Use El\u00e9trico, Marcos Rozen, com participa\u00e7\u00f5es do piloto de testes Cesar Urnhani, do Programa Auto Esporte; Marcus Vinicius Aguiar, da Renault e vice-presidente da AEA; Luiz Gustavo Moraes, da General Motors; Luiz Carlos Moraes, da Mercedes-Benz; Argel Franceschini, da VWCO, e Alexandre Parker, da Volvo.<\/p>\n<p>O representante da GM revelou que pesquisa feita com clientes do Bolt constatou que 80% fazem recarga em casa e 90% consideram comprar um el\u00e9trico de novo. \u00b4\u201dE um produto fant\u00e1stico, silencioso e com uma acelera\u00e7\u00e3o incr\u00edvel\u201d, lembrou o executivo. Aguiar, da Renault, comentou que apesar de ainda representarem um nicho, os el\u00e9tricos t\u00eam hoje demanda crescente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do Kangoo el\u00e9trico, utilizado em frotas, a marca francesa comercializa tamb\u00e9m o Zoe e est\u00e1 trazendo para o Brasil o Kwid el\u00e9trico: \u201cSer\u00e3o 350 unidades, metade para pessoas f\u00edsicas e metade para clientes corporativos. Os el\u00e9tricos em geral t\u00eam sido bastante utilizados no e-delivery\u201d.<\/p>\n<p>Moraes, da Mercedes-Benz, lembrou que a dissemina\u00e7\u00e3o dos el\u00e9tricos depende de infraestrutura, estimando-se ser necess\u00e1rio aporte de R$ 14 bilh\u00f5es em pontos de recarga e R$ 5 bilh\u00f5es em gera\u00e7\u00e3o de energia. \u201cN\u00f3s n\u00e3o vislumbramos caminh\u00f5es el\u00e9tricos para longa dist\u00e2ncia, mas para entregas urbanas, com abastecimento a noite, s\u00e3o ve\u00edculos apropriados\u201d.<\/p>\n<p>Franceschini, da VWCO, citou os tr\u00eas pilares envolvidos na comercializa\u00e7\u00e3o dos caminh\u00f5es el\u00e9tricos: produto, infraestrutura e p\u00f3s-venda. A empresa produz no Brasil o e-Delivery, que faz parte de frotas como a da Ambev, por exemplo: \u201cO projeto do e-Delivery, desenvolvido 100% no Brasil, come\u00e7ou em 2017. Tivemos de formar m\u00e3o de obra e hoje temos expertise para fabricar el\u00e9tricos aqui\u201d.<\/p>\n<p>Parker, da Volvo, comentou que n\u00e3o vai ter uma virada de chave do ve\u00edculo \u00e0 combust\u00e3o para o el\u00e9trico: \u201cEsse tema requer uma decis\u00e3o colegiada, envolvendo sociedade, poder p\u00fablico e iniciativa privada\u201d. Aguiar, da Renault, lembrou que j\u00e1 h\u00e1 no Brasil empresas de reciclagem de baterias e tamb\u00e9m interessadas em produzi-las localmente.<\/p>\n<p>Ficou a cargo de Cesar Urnhani falar da experi\u00eancia de dirigir e testar carros el\u00e9tricos no Brasil. Ele destacou v\u00e1rios problemas, incluindo a dificuldade de abastecimento em alguns locais. Deixou claro n\u00e3o haver infraestrutura hoje para o brasileiro ter um carro el\u00e9trico e aproveitou para defender a dissemina\u00e7\u00e3o do uso do etanol para contribuir com a descarboniza\u00e7\u00e3o no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>O piloto de testes perguntou \u00e0 plateia quem tinha carro flex, o que levou a maioria a levantar a m\u00e3o. No questionamento seguinte, sobre o tipo de combust\u00edvel utilizado, a maioria admitiu abastecer o ve\u00edculo com gasolina. Ponderou, com isso, que n\u00e3o basta ter o ve\u00edculo flex se n\u00e3o existe uma conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as vantagens adicionais do combust\u00edvel alternativo.<\/p>\n<p>No embalo do produtivo debate gerado na mesa redonda dos el\u00e9tricos, o presidente da AEA, Besaliel Botelho, encerrou o SIMEA 2022 lembrando que, por causa do etanol, muitos pa\u00edses t\u00eam inveja do Brasil. \u201cTemos um futuro rico em desafios e uma engenharia brasileira preparada para enfrent\u00e1-los\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evento foi marcado pela defesa dos biocombust\u00edveis brasileiros, com \u00eanfase ao protagonismo do Pa\u00eds no contexto da descarboniza\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3488,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3586","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3586","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3586"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3586\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3587,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3586\/revisions\/3587"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3488"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3586"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3586"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3586"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}