{"id":3582,"date":"2024-05-21T07:43:29","date_gmt":"2024-05-21T10:43:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3582"},"modified":"2024-05-21T07:43:29","modified_gmt":"2024-05-21T10:43:29","slug":"simposio-da-aea-mostra-varios-caminhos-para-a-mobilidade-sustentavel-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/simposio-da-aea-mostra-varios-caminhos-para-a-mobilidade-sustentavel-no-brasil","title":{"rendered":"Simp\u00f3sio da AEA mostra v\u00e1rios caminhos para a mobilidade sustent\u00e1vel no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>24\/06\/22 \u2013 Os participantes do Simp\u00f3sio de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica, Emiss\u00f5es e Combust\u00edveis, promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva na quarta-feira, dia 23 de junho, foram un\u00e2nimes na an\u00e1lise de que s\u00e3o v\u00e1rios os caminhos rumo \u00e0 mobilidade sustent\u00e1vel no Brasil. O pa\u00eds, rico na produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel de baixo carbono, tem tudo para ser protagonista em efici\u00eancia energ\u00e9tica no ciclo do po\u00e7o \u00e0 roda.<\/p>\n<p>Realizado das 9h \u00e0s 12h ainda em ambiente online, o evento \u2013 que teve por tema \u201cComo equilibrar o trip\u00e9 da sustentabilidade e avan\u00e7ar na legisla\u00e7\u00e3o automotiva\u201d \u2013 foi aberto por Marcus Vinicius Aguiar, vice-presidente da AEA, que fez considera\u00e7\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do debate e da relev\u00e2ncia dos seus participantes.<\/p>\n<p>A primeira palestra, que abordou o \u201cConceito geral da efici\u00eancia energ\u00e9tica ambiental\u201d, foi conduzida por Margarete Gandini (Minist\u00e9rio da Economia e conselheira da AEA) e por Marlon Arraes (Minist\u00e9rio das Minas e Energia). Especialista no setor automotivo, Margarete fez um resumo dos avan\u00e7os obtidos a partir do Inovar-Auto e do Rota 2030, adiantou medidas que est\u00e3o para ser implementadas no pa\u00eds e informou, ainda, que o Brasil utilizar\u00e1 o sistema do po\u00e7o \u00e0 roda em novo ciclo de medi\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o dos ve\u00edculos aqui fabricados a ser implementado de 2023 a 2027.<\/p>\n<p>Segundo revelou, ser\u00e3o medidas as emiss\u00f5es de CO2 desde a obten\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel em sua forma bruta, refino e transporte, at\u00e9 a combust\u00e3o nos motores. \u201cO Brasil ser\u00e1 o primeiro pa\u00eds a utilizar tal sistema\u201d.<\/p>\n<p>Dentre as a\u00e7\u00f5es atualmente em an\u00e1lise, Margarete citou o aumento do porcentual do etanol na gasolina, o aumento da participa\u00e7\u00e3o do etanol hidratado na distribui\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis e um programa de conscientiza\u00e7\u00e3o do brasileiro sobre a melhor forma de abastecer seu ve\u00edculo do ponto de vista do meio ambiente.<\/p>\n<p>Sobre os corredores log\u00edsticos sustent\u00e1veis, conhecidos como corredores verdes, que v\u00e3o garantir inicialmente o abastecimento com biometano e numa segunda fase a eletromobilidade, Margarete garantiu que j\u00e1 no segundo semestre haver\u00e1 novidades nesse campo. Os primeiros ser\u00e3o implantados nas regi\u00f5es Sudeste, Sul e Nordeste.<\/p>\n<p>Quanto ao Renovar, que a princ\u00edpio abrange renova\u00e7\u00e3o da frota de ve\u00edculos comerciais pesados, ela informou que o decreto que criar\u00e1 o programa est\u00e1 em an\u00e1lise no Executivo e dever\u00e1 ser publicado em julho. \u201cA partir do decreto, sua implementa\u00e7\u00e3o s\u00f3 depender\u00e1 da aprova\u00e7\u00e3o da MP (medida provis\u00f3ria) que est\u00e1 no Congresso Nacional\u201d.<\/p>\n<p>Marlon Arraes, do Minist\u00e9rio das Minas e Energia, aproveitou o Simp\u00f3sio da AEA para mostrar as a\u00e7\u00f5es do governo na \u00e1rea energ\u00e9tica, dentre as quais o RenovaBio e o Rota 2030, reunidas agora no programa Combust\u00edvel do Futuro. Ele lembrou que a avalia\u00e7\u00e3o de efici\u00eancia veicular considera apenas do \u201ctanque \u00e0 roda\u201d, desprezando as emiss\u00f5es de CO2 na gera\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>Nesse contexto, enfatizou a import\u00e2ncia dos biocombust\u00edveis: \u201c\u00c9 preciso a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias automotivas que aproveitem essa voca\u00e7\u00e3o do pa\u00eds para a produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel da bioenergia. N\u00e3o podemos correr o risco de perder essa importante vantagem competitiva e, por isso, a import\u00e2ncia de as montadoras receberem sinais claros do rumo que o Brasil tomar\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o mobilidade\u201d.<\/p>\n<p><strong>Intensidade do carbono<\/strong>\u00a0\u2013 Proferida por Joaquim Seabra, da Unicamp, a segunda palestra abordou o tema \u201cIntensidade de carbono\u201d. Assim como os demais participantes do simp\u00f3sio da AEA, tamb\u00e9m ele insistiu que para uma an\u00e1lise melhor do desempenho total do transporte \u00e9 preciso olhar desde a produ\u00e7\u00e3o do combust\u00edvel at\u00e9 a sua distribui\u00e7\u00e3o e seu uso.<\/p>\n<p>Segundo Seabra, a emiss\u00e3o de CO2 com o uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis \u00e9 quase o dobro da que verificada com os biocombust\u00edveis. Ele apresentou a ferramenta RenovaCalc, que pode ser encontrada no site da ANP (Ag\u00eancia Nacional do Petr\u00f3leo) e serve para calcular a intensidade do carbono no biocombust\u00edvel \u2013 incluindo etanol de cana, etanol de milho e bioquerosene de avia\u00e7\u00e3o, dentre outros \u2013 considerando todo o ciclo do po\u00e7o \u00e0 roda.<\/p>\n<p>A ferramenta contempla dados da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e tamb\u00e9m industrial, levando em conta fertilizantes utilizados, se sint\u00e9ticos ou org\u00e2nicos, tipo de combust\u00edveis e eletricidade, al\u00e9m de \u00e1rea queimada e corretivos, dentre outros itens. \u201cQuando o assunto \u00e9 sustentabilidade, temos de considerar as quest\u00f5es ambientais e as socioecon\u00f4micas\u201d, comentou Seabra, lembrando da import\u00e2ncia da gera\u00e7\u00e3o de emprego no ciclo total do processo.<\/p>\n<p>A \u00faltima palestra do Semin\u00e1rio de Efici\u00eancia Energ\u00e9tica, Emiss\u00f5es e Combust\u00edveis ficou a cargo de Damian Moretti, membro da AEA e gerente geral de engenharia da Renault. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, o pa\u00eds tem de considerar o aumento da participa\u00e7\u00e3o do etanol, chegando a 50% no mix de oferta interna de combust\u00edvel.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, Moretti, assim como os demais palestrantes, tamb\u00e9m destacou que o combust\u00edvel de baixo carbono (etanol, HVO \u2013 Hydrotreated Vegetable Oil, na sigla em ingl\u00eas \u2013 e H2) \u00e9 uma for\u00e7a no Brasil, apresentando simula\u00e7\u00f5es demonstrando o grande potencial de descarboniza\u00e7\u00e3o que os biocombust\u00edveis representam para a mobilidade brasileira.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o tr\u00eas pontos principais: eletrifica\u00e7\u00e3o, biocombust\u00edvel e renova\u00e7\u00e3o de frota. Esse \u00faltimo item, inclusive, \u00e9 fundamental para neutralizar o carbono no Brasil futuramente\u201d.<\/p>\n<p>Os dois blocos de palestras foram seguidos por debates que tiveram a intermedia\u00e7\u00e3o de Ricardo Abreu, da AEA, que resumiu a posi\u00e7\u00e3o consensual no simp\u00f3sio de que a pluralidade marcar\u00e1 o futuro da mobilidade brasileira. \u201cVamos por v\u00e1rios caminhos\u201d, enfatizou, lembrando que o trip\u00e9 da sustentabilidade tem de contemplar o ambiental, o social e o econ\u00f4mico, conforme posi\u00e7\u00e3o manifestada por todos os participantes do simp\u00f3sio.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Participantes avaliam que o pa\u00eds ser\u00e1 protagonista em efici\u00eancia ambiental e do ve\u00edculo no ciclo do po\u00e7o \u00e0 roda<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3490,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3582","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3582","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3582"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3582\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3583,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3582\/revisions\/3583"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3490"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3582"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3582"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3582"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}