{"id":3577,"date":"2024-05-21T07:40:50","date_gmt":"2024-05-21T10:40:50","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3577"},"modified":"2024-05-21T07:40:50","modified_gmt":"2024-05-21T10:40:50","slug":"seminario-da-aea-revela-tendencias-em-seguranca-e-conectividade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/seminario-da-aea-revela-tendencias-em-seguranca-e-conectividade","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio da AEA revela tend\u00eancias em seguran\u00e7a e conectividade"},"content":{"rendered":"<p>23\/05\/2022 \u2013 No Semin\u00e1rio de Seguran\u00e7a e Conectividade, promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Engenharia Automotiva na manh\u00e3 da \u00faltima quinta-feira, 19 de maio, executivos do setor automotivo, incluindo fornecedores, apresentaram as propostas em estudo para garantir os necess\u00e1rios avan\u00e7os nos ve\u00edculos brasileiros, assim como tamb\u00e9m reconheceram os desafios frente \u00e0s dificuldades de repasse dos custos das inova\u00e7\u00f5es para o consumidor brasileiro.<\/p>\n<p>Marcus Vinicius Aguiar, vice-presidente da AEA, abriu o evento \u00e0s 9h destacando o tema principal deste ano \u2013 \u201cA era do 5G e seus impactos na conectividade e seguran\u00e7a veicular\u201d. Na sequ\u00eancia, o representante do Sindipe\u00e7as, Jefferson Oliveira, falou sobre a regulamenta\u00e7\u00e3o de itens de seguran\u00e7a na Resolu\u00e7\u00e3o 717\/2017 do Contran.<\/p>\n<p>\u201cEm seu Artigo 1\u00ba, essa resolu\u00e7\u00e3o estabelece cronograma de estudos t\u00e9cnicos e proposta para a regulamenta\u00e7\u00e3o dos itens de seguran\u00e7a veicular. De 38 itens propostos, alguns foram conclu\u00eddos antes do final de 2018, quando os trabalhos foram interrompidos para priorizar os estudos do Rota 2030. A retomada dos trabalhos, prejudicada pela pandemia, s\u00f3 ocorreu no in\u00edcio de 2021em reuni\u00f5es virtuais\u201d.<\/p>\n<p>Importante, no entanto, \u00e9 que j\u00e1 est\u00e3o em est\u00e1gio avan\u00e7ado as propostas de ado\u00e7\u00e3o de Itens como AEBS, Advanced Emergency Braking System ou sistema avan\u00e7ado de frenagem de emerg\u00eancia, e LDWS, Lane Departure Warning System ou sistema de alerta de sa\u00edda de faixa.<\/p>\n<p>\u201cNo primeiro caso, os estudos sobre a incorpora\u00e7\u00e3o do item em ve\u00edculos leves e pesados j\u00e1 foram conclu\u00eddos e encaminhados \u00e0 Senatran, Secretaria Nacional de Tr\u00e2nsito. Em rela\u00e7\u00e3o ao LDWS, j\u00e1 houve encaminhamento para os pesados e estamos concluindo a proposta relativa aos leves\u201d. Tamb\u00e9m em an\u00e1lise pelo grupo de trabalho formado por Anfavea, Sindipe\u00e7as, Abraciclo, AEA e outras entidades ligadas ao setor, a quest\u00e3o do ABS e CBS para motocicletas.<\/p>\n<p>Carla Pachu, engenheira de regulamenta\u00e7\u00e3o da General Motors Am\u00e9rica do Sul, fez palestra no Semin\u00e1rio da AEA sobre \u201cEquipamentos obrigat\u00f3rios para circular em vias p\u00fablicas \u2013 atualiza\u00e7\u00e3o da regulamenta\u00e7\u00e3o Contran\u201d. Ela abordou o fato de nem todos os itens de seguran\u00e7a serem pass\u00edveis de fiscaliza\u00e7\u00e3o. \u201cDos novos 29 itens incorporados nos \u00faltimos anos, 19 podem ser fiscalizados, mas o restante s\u00f3 poderia ser verificado com o carro rodando\u201d.<\/p>\n<p>A engenheira da GM tamb\u00e9m mostrou, por segmento, os itens de seguran\u00e7a j\u00e1 existentes e os que est\u00e3o sendo atualizados ou em fase de cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Conectividade e o 5G<\/strong>\u00a0\u2013 Depois do intervalo, na segunda metade do semin\u00e1rio, o tema foi conectividade. Andr\u00e9 Pelisser, da ETAS, falou sobre \u201cCiberseguran\u00e7a automotiva: motiva\u00e7\u00f5es, desafios e solu\u00e7\u00f5es\u201d, destacando que esse tema s\u00f3 est\u00e1 ganhando mais espa\u00e7o no Brasil agora.<\/p>\n<p>\u201cUm ve\u00edculo pode ter mais de 100 computadores diferentes, que controlam absolutamente tudo\u201d, lembrou Pelisser. \u201cE a tend\u00eancia \u00e9 a de se ter uma arquitetura e metodologia de software embarcado cada vez mais flex\u00edvel, com o autom\u00f3vel se aproximando de um smartphone. Ou seja, teremos um carro definido mais pelo software que est\u00e1 rodando do que pelo hardware que foi desenvolvido no projeto inicial. \u00c9 nesse contexto que entra a ciberseguran\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>O executivo explica que todo o ciclo do ve\u00edculo tem de ser protegido, incluindo a fase de produ\u00e7\u00e3o, a infraestrutura e o produto em si. \u201c\u00c9 preciso mitigar os riscos\u201d.<\/p>\n<p>Ainda no segundo bloco do semin\u00e1rio, Francisco Soares, da Qualcomm, e Antonio Azevedo, da LogiGo, dividiram a palestra Smart Transportation: C-V2X Technology. O representante da Qualcomm fez um pequeno relato sobre a hist\u00f3ria da companhia, revelando o registro acumulado de mais de 100 mil patentes.<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o 18 montadoras que atualmente utilizam nossa tecnologia Qualcomm Snapdragon Automotive Infoitainment Platform\u201d, informou Soares, revelando, ainda, que s\u00e3o mais de 100 milh\u00f5es de ve\u00edculos atualmente rodando com processadores da empresa.<\/p>\n<p>Entre outros pontos, o executivo destacou a import\u00e2ncia de serem feitas atualiza\u00e7\u00f5es constantes dos softwares, vislumbrando, a partir do que j\u00e1 existe atualmente, uma transforma\u00e7\u00e3o total da mobilidade urbana: \u201cO carro tamb\u00e9m vai poder falar com outro carro, assim como tamb\u00e9m estar\u00e1 conectado com o pedestre e com as redes de operadoras\u201d.<\/p>\n<p>Ao comentar que o mundo automotivo caminha nesse sentido, Soares falou da necessidade de investimentos em log\u00edstica e infraestrutura que garantam a mobilidade do futuro, assim como da dissemina\u00e7\u00e3o do 5G, que vai melhorar a comunica\u00e7\u00e3o e, assim, contribuir para que o setor caminhe para a dire\u00e7\u00e3o aut\u00f4noma.<\/p>\n<p>Antonio Azevedo, da LogiGo, tamb\u00e9m abordou a quest\u00e3o da conectividade com foco no carro aut\u00f4nomo. \u201cHoje h\u00e1 uma verdadeira sopa de letrinhas relativas aos itens de aux\u00edlio \u00e0 dire\u00e7\u00e3o visando maior seguran\u00e7a. O objetivo final, contudo, \u00e9 o ve\u00edculos 100% aut\u00f4nomo. As tecnologias j\u00e1 est\u00e3o dispon\u00edveis, mas \u00e9 preciso avan\u00e7os em infraestrutura\u201d.<\/p>\n<p>Nesse contexto, Azevedo fez quest\u00e3o de enfatizar que o 5G \u00e9 a cereja do bolo. \u201cN\u00e3o precisamos necessariamente do 5G para ter carro aut\u00f4nomo. Mas podemos contar com o 5G para termos sistemas com comunica\u00e7\u00e3o muito mais r\u00e1pida e segura de ve\u00edculo com veiculo e com qualquer outra coisa que fa\u00e7a sentido\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o executivo da LogiGo destacou como positivo o fato de o 5G tamb\u00e9m permitir que os ve\u00edculos n\u00e3o tenham que processar tanta informa\u00e7\u00e3o em seus computadores, \u201cprocessando isso na nuvem e devolvendo as informa\u00e7\u00f5es aos ve\u00edculos em tempo curto\u201d.<\/p>\n<p>Para encerrar o semin\u00e1rio, Ricardo Takahira coordenou um debate sobre todos os temas apresentados. Nessa ocasi\u00e3o, entrou em pauta a quest\u00e3o dos custos envolvidos na incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, que impactam no pre\u00e7o final do produto com risco de afugentar o consumidor.<\/p>\n<p>Carla Pachu, da GM, disse ser necess\u00e1rio entender o mercado e agregar custo aonde for poss\u00edvel ter resultado palp\u00e1vel. \u201cO consumidor\u00a0 brasileiro n\u00e3o tem o mesmo poder aquisitivo dos que moram nos Estados Unidos ou na Europa. Estamos evoluindo e temos um futuro promissor, mas temos de caminhar de acordo o mercado\u201d, comentou a executiva, que foi apoiada em sua an\u00e1lise pelos demais palestrantes.<\/p>\n<p>Azevedo, da LogiGo, lembrou que desde 2016 existe a possibilidade de a ind\u00fastria automotiva brasileira entregar produto com conectividade, mas esse processo foi lento inicialmente e ainda h\u00e1 muito a evoluir: \u201cNo Brasil, as montadoras t\u00eam de focar produto em custo\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudos para ado\u00e7\u00e3o de sistemas como o AEBS, de frenagem de emerg\u00eancia, e LDWS, de alerta de sa\u00edda da faixa, j\u00e1 foram encaminhados \u00e0 Senatran<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3492,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3577","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3577","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3577"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3577\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3578,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3577\/revisions\/3578"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3492"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3577"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3577"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3577"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}