{"id":3572,"date":"2024-05-21T07:38:51","date_gmt":"2024-05-21T10:38:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3572"},"modified":"2024-05-21T07:38:51","modified_gmt":"2024-05-21T10:38:51","slug":"seminario-de-inovacao-em-powertrain-mostra-as-acoes-conjuntas-da-industria-universidades-associacoes-e-governo-em-prol-da-descarbonizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/seminario-de-inovacao-em-powertrain-mostra-as-acoes-conjuntas-da-industria-universidades-associacoes-e-governo-em-prol-da-descarbonizacao","title":{"rendered":"Semin\u00e1rio de Inova\u00e7\u00e3o em Powertrain mostra as a\u00e7\u00f5es conjuntas da ind\u00fastria, universidades, associa\u00e7\u00f5es e governo em prol da descarboniza\u00e7\u00e3o."},"content":{"rendered":"<p>Os desafios ainda s\u00e3o grandes, mas o trabalho conjunto de empresas, universidades, entidades e governo vem sendo fundamental para os avan\u00e7os no desenvolvimento de novas tecnologias veiculares com vistas \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o no Brasil. A\u00e7\u00f5es nessa \u00e1rea foram debatidas na 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Semin\u00e1rio de Inova\u00e7\u00e3o em Powertrain, promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, que teve por tema \u201cO futuro carbono-neutro: a hidrogena\u00e7\u00e3o da mobilidade\u201d.<br id=\"isPasted\" \/>Realizado na manh\u00e3 da ultima quinta-feira, 11, o evento online foi dividido em tr\u00eas pain\u00e9is: pol\u00edticas p\u00fablicas, mercado\/produ\u00e7\u00e3o e tecnologias da mobilidade. Sua abertura esteve a cargo de Francisco Nigro, presidente do Conselho Diretor da AEA, e a coordena\u00e7\u00e3o foi de Christian Wahfried.<\/p>\n<p>A primeira palestrante, M\u00f4nica Panik, da ABH2, Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Hidrog\u00eanio, abordou o cen\u00e1rio do \u201cH2 no mundo\u201d, mostrando que segmento de ve\u00edculos pesados \u00e9 o que mais vem recebendo investimentos nesse sentido. Citou exemplos de caminh\u00f5es desenvolvidos pela Hyundai e Toyota, dentre outras marcas, enfatizando que \u201cno caso da c\u00e9lula de combust\u00edvel, quanto maior o porte do ve\u00edculo, melhor\u201d.<\/p>\n<p>Assim como os demais participantes do semin\u00e1rio, M\u00f4nica lembrou que todos os sistemas em desenvolvimento hoje, incluindo el\u00e9tricos a bateria, el\u00e9tricos plug-in e c\u00e9lula de combust\u00edvel, n\u00e3o v\u00e3o competir entre si, mas ser\u00e3o complementares. \u201cVai depender da aplica\u00e7\u00e3o\u201d, comentou.<\/p>\n<p>Ela tamb\u00e9m fez quest\u00e3o de ressaltar que o Brasil tem in\u00fameras fontes para produzir hidrog\u00eanio, dizendo que \u201co sonho brasileiro de ter tecnologia de hidrog\u00eanio movida a etanol tem de come\u00e7ar agora\u201d. Nesse mesmo sentido, Marlon Arraes, do Minist\u00e9rio das Minas e Energia, enfatizou os incentivos ao desenvolvimento da c\u00e9lula de combust\u00edvel a etanol no contexto do \u201cPrograma Nacional do Hidrog\u00eanio\u201d.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do representante do governo, o Brasil \u00e9 importante lideran\u00e7a mundial na transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, com grande potencial de coopera\u00e7\u00e3o internacional em biocombust\u00edveis. Ele disse ser necess\u00e1ria uma integra\u00e7\u00e3o entre os programas existentes atualmente, citando, entre outros, o Rota 2030, Renovabio, o Biodiesel e o Proconve.<\/p>\n<p>\u201cO importante \u00e9 a an\u00e1lise do ciclo de vida do po\u00e7o \u00e0 roda. Nesse contexto, nosso flex, por exemplo, \u00e9 competitivo com os el\u00e9tricos\u201d avaliou Arraes.<\/p>\n<p>Parcerias importantes \u2013 No segundo painel do semin\u00e1rio, \u201cMercado\/Produ\u00e7\u00e3o\u201d, a primeira palestra foi a de Alessandro Colucci, da AHK, C\u00e2mara Brasil-Alemanha de S\u00e3o Paulo, sobre \u201cCen\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o de H2 verde no Brasil\u201d. Ele lembrou que a Alemanha aposta no hidrog\u00eanio, mas ter\u00e1 de importar 90% do que for utilizar internamente.<\/p>\n<p>\u201cO H2 verde \u00e9 o produto do futuro. N\u00f3s fomos chamados pelo governo da Alemanha para fazer divulga\u00e7\u00e3o da tecnologia aqui\u201d, comentou Colussi, dizendo que tamb\u00e9m representava no evento a C\u00e2mara do Rio de Janeiro. \u201cH\u00e1 espa\u00e7o para importantes parcerias Brasil-Alemanha em prol do hidrog\u00eanio verde\u201d, garantiu.<\/p>\n<p>Em se tratando de parcerias, as universidades t\u00eam peso importante no desenvolvimento de novas tecnologias veiculares no Brasil. Tamb\u00e9m no segundo painel, Gerhart Ett, da FEI, falou sobre \u201cP&amp;D de H2 verde\u201d, lembrando que a institui\u00e7\u00e3o, que realiza curso de especializa\u00e7\u00e3o em hidrog\u00eanio, tem um laborat\u00f3rio de engenharia eletroqu\u00edmica com foco no H2.<\/p>\n<p>Dentre v\u00e1rias parcerias, citou uma que a FEI mant\u00e9m com a Universidade Federal de Minas Gerais, a Sab\u00f3, a AVL e a Fundep, que envolve o projeto \u201cefici\u00eancia energ\u00e9tica em motores flex com enriquecimento de hidrog\u00eanio obtido por reforma catal\u00edtica embarcada\u201d. Enfatizando que o Brasil \u00e9 rico em fontes de hidrog\u00eanio, Gerhart Ett abordou tamb\u00e9m a produ\u00e7\u00e3o do H2 a partir do etanol, uma solu\u00e7\u00e3o que pode ser de grande relev\u00e2ncia para o Pa\u00eds.<\/p>\n<p>No terceiro painel do semin\u00e1rio da AEA \u2013 \u201cTecnologias da mobilidade\u201d, Eugenio Coelho, da AVL, falou sobre \u201cTecnologias de propuls\u00e3o, hidrog\u00eanio e biocombust\u00edveis\u201d. Assim como a primeira palestrante, tamb\u00e9m o representante da AVL comentou que a aplica\u00e7\u00e3o do uso do hidrog\u00eanio para propuls\u00e3o est\u00e1 mais avan\u00e7ada nos ve\u00edculos comerciais pesados.<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m avaliou que a transi\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis ainda levar\u00e1 muitos anos, mas destacou importantes projetos em curso com o hidrog\u00eanio, como a c\u00e9lula de combust\u00edvel PEM e a tecnologia SOFC (Solide Oxide Fuel Cells), que permite trabalhar tanto com etanol como com combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>A Nissan, inclusive, tem projeto de uso da c\u00e9lula de combust\u00edvel SFOC com etanol, assunto abordado pelo gerente s\u00eanior de engenharia da montadora no Brasil, Ricardo Abe, na \u00faltima palestra do semin\u00e1rio, cujo tema foi \u201cDesafios vencidos e a vencer\u201d.<\/p>\n<p>Ao lembrar que o projeto \u00e9 coordenado pela matriz japonesa em parceria com as engenharias dos Estados Unidos e do Brasil, Abe informou j\u00e1 haver avan\u00e7os importantes para aplica\u00e7\u00e3o da tecnologia em ve\u00edculos. \u201cJ\u00e1 conseguimos reduzir o tamanho do sistema e os custos. Esse sistema produz o hidrog\u00eanio dentro do reformador\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Segundo o executivo, os testes com o e-Bio fuel-cell EV no Brasil come\u00e7aram em 2016, destacando ser essa uma tecnologia bastante vi\u00e1vel no Pa\u00eds. O semin\u00e1rio foi encerrado com um debate coordenado por Helton Jos\u00e9 Alves, da Universidade Federal do Paran\u00e1, quando todos os palestrantes tiveram oportunidades de tirar d\u00favidas e expor considera\u00e7\u00f5es finais sobre as novas tecnologias em powertrain.<br \/>\nFoi posi\u00e7\u00e3o consensual que o maior desafio em rela\u00e7\u00e3o a hidrogena\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 o custo. M\u00f4nica Panik disse que uma das formas de reduzir o custo do hidrog\u00eanio verde \u00e9 reduzir o custo da energia renov\u00e1vel. Com rela\u00e7\u00e3o ao ve\u00edculo, a escala \u00e9 fundamental, assim como a nacionaliza\u00e7\u00e3o do m\u00e1ximo poss\u00edvel de pe\u00e7as.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os desafios ainda s\u00e3o grandes, mas o trabalho conjunto de empresas, universidades, entidades e governo vem sendo fundamental para os avan\u00e7os no desenvolvimento de novas tecnologias veiculares com vistas \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o no Brasil. 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