{"id":3570,"date":"2024-05-21T07:35:27","date_gmt":"2024-05-21T10:35:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3570"},"modified":"2024-05-21T07:35:27","modified_gmt":"2024-05-21T10:35:27","slug":"industria-de-lubrificantes-deve-crescer-2-ao-ano-no-brasil-com-novo-perfil-de-produtos-sustentaveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/industria-de-lubrificantes-deve-crescer-2-ao-ano-no-brasil-com-novo-perfil-de-produtos-sustentaveis","title":{"rendered":"Ind\u00fastria de lubrificantes deve crescer 2% ao ano no Brasil, com novo perfil de produtos sustent\u00e1veis."},"content":{"rendered":"<p>A retomada da ind\u00fastria de lubrificantes aos patamares pr\u00e9-pandemia s\u00f3 deve ocorrer em 2024. A retra\u00e7\u00e3o global no ano passado foi de 10%, com 35 milh\u00f5es de toneladas comercializadas, ante as 38,8 milh\u00f5es de 2019. A expectativa \u00e9 de crescimento anual entre 1,5% e 2% nos pr\u00f3ximos tr\u00eas anos, com investimentos cont\u00ednuos em novas tecnologias focando sustentabilidade e efici\u00eancia.<br id=\"isPasted\" \/>Os dados sobre mercado e perspectivas foram revelados por Sergio Reb\u00ealo, da Factor Kline, na palestra inaugural da 14\u00aa edi\u00e7\u00e3o do Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, organizada e promovida pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva. Realizado nas manh\u00e3s dos dias 27 e 28 deste m\u00eas, o evento teve por tema central a \u201cA ind\u00fastria de lubrificantes p\u00f3s-pandemia\u201d.<\/p>\n<p>Em sua palestra sobre \u201cMercado de lubrificantes p\u00f3s-pandemia\u201d, Reb\u00ealo projetou para o Brasil expans\u00e3o anual de pelo menos 2% das vendas, com avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que representar\u00e3o novo mix na oferta de produtos. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o dos sint\u00e9ticos e semissint\u00e9ticos ser\u00e1 ampliada, acompanhando tend\u00eancia da ind\u00fastria automotiva de reduzir emiss\u00f5es e melhorar a efici\u00eancia energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>O consultor tamb\u00e9m falou dos aumentos de custos no setor e das dificuldades para aquisi\u00e7\u00e3o do \u00f3leo b\u00e1sico, o que vem reduzindo margens com consequente queda de lucratividade. Na sua opini\u00e3o, contudo, a pandemia deixou uma li\u00e7\u00e3o importante: \u201cTemos de abra\u00e7ar a incerteza, treinar as equipes para cen\u00e1rios inesperados. Aprendemos ser fundamental ter maior flexibilidade operacional e diversificar as fontes de fornecimento\u201d.<\/p>\n<p>Participaram da sess\u00e3o de abertura do evento o vice-presidente da AEA, Marcus Vinicius Aguiar, e a diretora de Lubrificantes da entidade, Simone Hashizume, tamb\u00e9m coordenadora do evento. Ap\u00f3s a palestra do representante da Factor Kline, houve apresenta\u00e7\u00f5es com Kleber Lins, da Vibra Energia; Paulo Gomes, da Iconic; e Rogerio Ludorf, da Petronas, seguidas de um debate com media\u00e7\u00e3o de Sergio Viscardi, tamb\u00e9m coordenador do evento.<\/p>\n<p>Todos destacaram que, apesar das dificuldades, est\u00e3o sendo mantidos investimentos em novas tecnologias e processos. A Vibra Energia, por exemplo, est\u00e1 aumentando em 60% a sua capacidade, acreditando \u201cem um futuro interessante para o mercado de lubrificantes\u201d, conforme palavras de Kleber Lins.<\/p>\n<p>Outro ponto consensual refere-se \u00e0 perspectiva de o ritmo de eletrifica\u00e7\u00e3o no Brasil ser mais lento do que em outros pa\u00edses, como os europeus e os Estados Unidos, com as aten\u00e7\u00f5es voltadas mais para o h\u00edbrido flex num primeiro momento. Um cen\u00e1rio, na opini\u00e3o dos palestrantes, que favorece o mercado local de lubrificantes. \u201cO Brasil tem \u00a0uma diversidade de matrizes energ\u00e9ticas, que o favorece na \u00e1rea de biomassas.<\/p>\n<p><strong>Emiss\u00f5es e efici\u00eancia energ\u00e9tica<\/strong>\u00a0\u2013 Na segunda etapa do primeiro dia do simp\u00f3sio, teve palestras de Marcus Vercelino, da Lubrizol, sobre \u201cTecnologia de aditivos para motocicletas\u201d, de Raquel Mizoe, da General Motors e diretora de Ve\u00edculos Leves da AEA, sobre \u201cVis\u00e3o das tecnologias de propuls\u00e3o no mercado brasileiro\u201d; e de Rodolfo Ferreira, da Afton Chemical, sobre \u201cLubrificantes Dexos 1 gera\u00e7\u00e3o 3\u201d. Todos participaram de um debate que teve media\u00e7\u00e3o de Everton Gon\u00e7alles, membro da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Lubrificantes da AEA.<\/p>\n<p>Sobre as motos, Vercelino destacou a import\u00e2ncia de os usu\u00e1rios utilizarem produtos dedicados, que atendam as especifica\u00e7\u00f5es do universo duas rodas. Rodolfo Ferreira, por sua vez, informou que dados coletados nos Estados Unidos, que refletem o mercado das Am\u00e9ricas, mostram que a participa\u00e7\u00e3o dos lubrificantes sint\u00e9ticos, que era de apenas 28% em 2010, j\u00e1 est\u00e1 na casa dos 40%.<\/p>\n<p>Dentre outros assuntos, Raquel Mizoe abordou os avan\u00e7os em emiss\u00f5es e efici\u00eancia energ\u00e9tica decorrentes de programas como o Proconve e o Rota 2030, mas lembrou que a frota brasileira \u00e9 muito antiga. A executiva defendeu a import\u00e2ncia de uma pol\u00edtica p\u00fablica para incentivar novas tecnologias rumo \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o. \u201cTodas as tecnologias v\u00e3o conviver ainda por muitos anos. Mas o Brasil tem de pensar no longo prazo para n\u00e3o deixar o pa\u00eds e a engenharia brasileira para tr\u00e1s\u201d\u201d, destacou Mizoe.<\/p>\n<p>Essa mesma linha de racioc\u00ednio foi abordada por Ricardo Abreu, da Bright Consulting, em palestra que abriu os trabalhos do segundo dia do evento e teve por tema \u201cA import\u00e2ncia dos combust\u00edveis f\u00f3sseis e renov\u00e1veis na matriz energ\u00e9tica brasileira\u201d. O consultor foi enf\u00e1tico na an\u00e1lise de que o motor a combust\u00e3o ainda vai perdurar por muito tempo.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo \u00e9 a sustentabilidade. Nenhuma tecnologia sozinha vai resolver o problema. Vamos ter de combinar as tecnologias dispon\u00edveis de acordo com o uso e as peculiaridades dos ve\u00edculos\u201d, comentou Abreu. \u201cO Brasil est\u00e1 atr\u00e1s do baixo carbono e n\u00e3o importa como isso vai acontecer. \u00c9 necess\u00e1rio, contudo, tra\u00e7ar um plano para o Pa\u00eds. A velocidade das transforma\u00e7\u00f5es vai depender das legisla\u00e7\u00f5es\u201d.<br \/>\n.<br \/>\n<strong>Fora de estrada e agr\u00edcola<\/strong>\u00a0\u2013 Os demais temas abordados no segundo dia do simp\u00f3sio da AEA foram \u201cEquipamentos fora de estrada\u201d, com apresenta\u00e7\u00e3o de Boris Sanchez (Volvo Constrution), \u201cM\u00e1quinas agr\u00edcolas\u201d, com Andr\u00e9 Rocha (AGCO), \u201cLubrificantes para motores off-road\u201d, com Jorge Manes (Infineum) e \u201cTecnologia de aditivos para tractor hydraulic fluid\u201d, a cargo de Marcos Davi Rufino (Oronite).<\/p>\n<p>O debate realizado ap\u00f3s essas apresenta\u00e7\u00f5es foi mediado por Roberta Teixeira (Iconic), que tamb\u00e9m foi uma das coordenadoras do evento. Assim como aconteceu em todo o simp\u00f3sio, todos os participantes desse \u00faltimo debate focaram suas considera\u00e7\u00f5es em sustentabilidade e efici\u00eancia.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Rocha, da AGCO, destacou que n\u00e3o adianta haver investimentos na evolu\u00e7\u00e3o dos produtos se n\u00e3o houver utiliza\u00e7\u00e3o adequada dos flu\u00eddos, lubrificantes e at\u00e9 mesmo dos combust\u00edveis. Opini\u00e3o semelhante foi manifestada por Boris Sanches, da Volvo Constrution: \u201cA escolha dos flu\u00eddos e dos lubrificantes tem de ser adequada, com foco em efici\u00eancia e tamb\u00e9m economia\u201d.<\/p>\n<p>Marcos Rufino, da Oronite, falou sobre m\u00e1quinas agr\u00edcolas. \u201cA alma do trator \u00e9 a transmiss\u00e3o\u201d, comentou. \u201cO uso adequado de fluidos nessas m\u00e1quinas \u00e9 fundamental para garantir efici\u00eancia, produtividade e tamb\u00e9m durabilidade\u201d. Ainda sobre fluidos, comentou que os e-fluids, al\u00e9m de lubrificar, ter\u00e3o papel fundamental na refrigera\u00e7\u00e3o de componentes dos ve\u00edculos el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Ficou evidenciado ao final do evento promovido pela AEA que o setor de lubrificantes, aditivos e fluidos deve passar por transforma\u00e7\u00f5es nos pr\u00f3ximos anos, mas com garantia de sobreviv\u00eancia independentemente da evolu\u00e7\u00e3o mundial dos ve\u00edculos el\u00e9tricos. No Brasil, em particular, o setor ganha ainda mais for\u00e7a a partir do fato de o motor h\u00edbrido flex, com uso do etanol, ser considerado uma alternativa importante rumo \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A retomada da ind\u00fastria de lubrificantes aos patamares pr\u00e9-pandemia s\u00f3 deve ocorrer em 2024. A retra\u00e7\u00e3o global no ano passado foi de 10%, com 35 milh\u00f5es de toneladas comercializadas, ante as 38,8 milh\u00f5es de 2019. 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