{"id":3522,"date":"2024-05-21T07:06:02","date_gmt":"2024-05-21T10:06:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brcriacaodesites.com.br\/aea2024\/?p=3522"},"modified":"2024-05-21T07:06:02","modified_gmt":"2024-05-21T10:06:02","slug":"propalada-chegada-dos-eletricos-agita-setor-de-lubrificantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/sem-categoria\/propalada-chegada-dos-eletricos-agita-setor-de-lubrificantes","title":{"rendered":"Propalada chegada dos el\u00e9tricos \u201cagita\u201d setor de lubrificantes"},"content":{"rendered":"<p>Ao menos duas palestras \u2013 \u201cInova\u00e7\u00e3o na Mobilidade: Origens, Conquistas e Futuro\u201d, de Demetrio Vetorazzo, chefe-assistente de Transmiss\u00e3o Regional da General Motors, e \u201c Eletrifica\u00e7\u00e3o: perspectiva para mobilidade urbana e o impacto na ind\u00fastria de lubrificantes\u201d, de Rafael Ferreira Ribeiro, gerente de Marketing da Chevron Oronite para Am\u00e9rica Latina, agitaram a plateia do XII Simp\u00f3sio Internacional de Lubrificantes, Aditivos e Fluidos, na \u00faltima quarta-feira, 23 de outubro, no Milenium Centro de Conven\u00e7\u00f5es, em S\u00e3o Paulo. O receio \u00e9 que, com a propalada tend\u00eancia por carros eletrificados no mundo, haja redu\u00e7\u00e3o substancial do papel de lubrificantes e aditivos veiculares, embora as proje\u00e7\u00f5es de motores \u00e0 combust\u00e3o interna ainda indiquem n\u00fameros muito promissores nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Promovido pela AEA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Engenharia Automotiva, o simp\u00f3sio trouxe para debate o macrotema \u201cLubrificantes e a Mobilidade Sustent\u00e1vel\u201d, no qual palestras e discuss\u00f5es t\u00e9cnicas sobre que o h\u00e1 de mais recente em desenvolvimento tecnol\u00f3gico sobre lubrificantes automotivos, debatendo a import\u00e2ncia deste setor para evolu\u00e7\u00e3o da mobilidade sustent\u00e1vel; as modernas tecnologias de motores e leis ambientais mais restritivas exigem lubrificantes cada vez mais amig\u00e1veis ao meio ambiente.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o de abertura do evento teve a participa\u00e7\u00e3o de Paulo Consonni, gerente executivo da entidade, e de Simone Hashizume, diretora da AEA e uma das coordenadoras do simp\u00f3sio, que enfatizaram a contribui\u00e7\u00e3o do setor no processo de atendimento cada vez mais restritivo das leis de emiss\u00f5es e efici\u00eancia energ\u00e9tica veicular, em especial a partir de 2012, com o programa Inovar-Auto e, na sequ\u00eancia, por meio do programa Rota 2030.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da mobilidade \u00e9 uma onda sucessiva e inesgot\u00e1vel de genialidade e inova\u00e7\u00e3o que desde os seus prim\u00f3rdios tem beneficiado o progresso da civiliza\u00e7\u00e3o. Em palestra de abertura, \u201cInova\u00e7\u00e3o na Mobilidade: Origens, Conquistas e Futuro\u201d, o palestrante Demetrio Vetorazzo, chefe-assistente de Transmiss\u00e3o Regional da General Motors, trouxe uma reflex\u00e3o sobre as origens do sistema de propuls\u00e3o automotiva, sendo que ideias originadas h\u00e1 s\u00e9culos integram os ve\u00edculos que usamos hoje.<\/p>\n<p>\u201cPassado, presente e futuro est\u00e3o interligados e, por isso, o futuro pode ser perscrutado. Algumas das ideias que integrar\u00e3o os ve\u00edculos do futuro j\u00e1 foram originadas e seu impacto na sociedade e na civiliza\u00e7\u00e3o ser\u00e1 maior do que imaginamos, afetando o mundo, a sociedade, a economia, o meio ambiente e a forma como vivemos\u201d, afirma Vetorazzo.<\/p>\n<p>\u201cOs OEMs automotivos est\u00e3o buscando agressivamente \u00f3leos de motor de baixa viscosidade para melhorar a efici\u00eancia do motor. Essas tend\u00eancias globais favorecem a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de CO<sub>2\u00a0<\/sub>e melhoram a efici\u00eancia de combust\u00edvel\u201d, disse Michael P. Sheehan, qu\u00edmico t\u00e9cnico de desenvolvimento de clientes da Exxon Mobil, em apresenta\u00e7\u00e3o \u201cAtivando a economia de combust\u00edvel atrav\u00e9s da inova\u00e7\u00e3o de \u00f3leo b\u00e1sico\u201d.<\/p>\n<p>Em \u201cAditivos para \u00f3leo de motor e mobilidades sustent\u00e1veis\u201d, o especialista em Engenharia de Pesquisa e Desenvolvimento da Afton Chemical, William Anderson, refor\u00e7ou sobre as regulamenta\u00e7\u00f5es globais que exigem melhor economia de combust\u00edvel e incentivam os OEMs a produzir projetos de motores mais sofisticados.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com Anderson, \u201cos motores modernos tendem a ser menores com maior densidade de pot\u00eancia e menor volume de \u00f3leo, colocando maior estresse no \u00f3leo do motor. Paralelamente, h\u00e1 uma tend\u00eancia para o aumento de carros compartilhados, com os ve\u00edculos rodando mais e mais, refor\u00e7ando novamente o lubrificante. O estresse adicional dos motores modernos e a condu\u00e7\u00e3o mais longa e mais dif\u00edcil empurram a necessidade de melhores sistemas aditivos\u201d.<\/p>\n<p>Al\u00e9m das quest\u00f5es ambientais, o g\u00e1s natural apresenta vantagens econ\u00f4micas \u00e0 medida que novos campos e m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o s\u00e3o desenvolvidos. E em apresenta\u00e7\u00e3o \u201cG\u00e1s natural e biog\u00e1s por um futuro mais sustent\u00e1vel\u201d, Fred W. Girshick, da \u00e1rea de Tecnologia de Lubrificantes da Infineum, os tr\u00eas tipos de combust\u00edveis gasosos \u2013 g\u00e1s natural, aterro sanit\u00e1rio e biog\u00e1s \u2013 apresentam desafios diferentes para o projetista de motores e, portanto, para o formulador de \u00f3leo de motor.<\/p>\n<p>\u201cOs projetos de motores para aumentar a efici\u00eancia t\u00e9rmica \u00a0colocam um estresse sem precedentes nos lubrificantes, e a ind\u00fastria respondeu com uma nova gera\u00e7\u00e3o de \u00f3leos para permitir essas efici\u00eancias mais altas.( Biogas) de Aterros e biog\u00e1s cont\u00eam contaminantes significativos que degradam o desempenho do motor e exigem despesas de manuten\u00e7\u00e3o desnecess\u00e1rias por outros tipos de motores. Novamente, as ind\u00fastrias de lubrificantes e aditivos desenvolveram novos \u00f3leos que aumentam a vida \u00fatil do motor e reduzem os custos de manuten\u00e7\u00e3o\u201d, diz Girshic.<\/p>\n<p>\u201cAs especifica\u00e7\u00f5es de lubrificante para ciclo diesel continuam evoluindo em uma velocidade sem precedentes devido a tend\u00eancias importantes como redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, durabilidade e economia de combust\u00edvel\u201d, disse Fabio Ara\u00fajo, gerente de Produtos da Lubrizol, durante palestra \u201cAs Tend\u00eancias no Mercado de HDMO\u201d. Para Ara\u00fajo, economias emergentes como o Brasil t\u00eam desafios importantes pela frente com a introdu\u00e7\u00e3o de novas legisla\u00e7\u00f5es de emiss\u00f5es e a nova especifica\u00e7\u00e3o ACEA 2020. Todas essas mudan\u00e7as criam novos desafios para a Ind\u00fastria e para o usu\u00e1rio final.<\/p>\n<p>A diversidade e a complexidade das tecnologias e fontes de energia dos ve\u00edculos aumentar\u00e3o ainda mais e apresentar\u00e3o novas oportunidades para a ind\u00fastria de lubrificantes \/ aditivos. Em palestra \u201c Eletrifica\u00e7\u00e3o: perspectiva para mobilidade urbana e o impacto na ind\u00fastria de lubrificantes\u201d, Rafael Ferreira Ribeiro, gerente de Marketing da Chevron Oronite para Am\u00e9rica Latina, informou que os projetos h\u00edbridos e totalmente el\u00e9tricos t\u00eam necessidades \u00fanicas que a tecnologia avan\u00e7ada de lubrifica\u00e7\u00e3o pode ajudar a resolver.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m disso, outras alternativas (c\u00e9lulas de combust\u00edvel, biocombust\u00edveis, hidrog\u00eanio, vapor ou qualquer novo avan\u00e7o) provavelmente ter\u00e3o alguma forma de fluidos que ajudam a tecnologia a funcionar como pretendido, e nossa ind\u00fastria estar\u00e1 pronta para enfrentar esses desafios\u201d, completou Ribeiro.<\/p>\n<p>O Painel I \u2013 A Ind\u00fastria do Lubrificante em 2030 \u2013 integrou a programa\u00e7\u00e3o do evento da entidade e o palestrante Marco Antonio Gonzalez de Almeida, consultor master em Lubrificantes da Petrobras Distribuidora, em apresenta\u00e7\u00e3o \u201cLubrificantes para PCMO em 2030\u2033, exibiu um cen\u00e1rio atual comparando-o com o futuro, as tend\u00eancias, al\u00e9m de elencar os prov\u00e1veis desafios tecnol\u00f3gicos para a ind\u00fastria de lubrificantes no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>A crise econ\u00f4mica vem impactando o processo de renova\u00e7\u00e3o de frota de caminh\u00f5es e \u00f4nibus; potencializou-se ainda a busca pela redu\u00e7\u00e3o do gasto com lubrificante em detrimento ao requisito de desempenho recomendado. Para Roberta Teixeira, da Iconic, palestrante da apresenta\u00e7\u00e3o \u201cLubrificantes para motores Diesel, leves e pesados\u201d, \u201ca regula\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para o aumento do n\u00edvel m\u00ednimo de desempenho dos lubrificantes e a ind\u00fastria tem um papel fundamental na conscientiza\u00e7\u00e3o do consumidor final quanto \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o correta, independente da idade do ve\u00edculo. O aumento do teor do biodiesel afetar\u00e1 toda a frota, com consequente impacto no lubrificante. Com isso, neste cen\u00e1rio desafiador \u00e9 poss\u00edvel ofertar produtos de maior performance buscando a entrega de benef\u00edcios\u201d, disse a palestrante.<\/p>\n<p>O mercado de lubrificantes tamb\u00e9m est\u00e1 se transformando com desenvolvimento de novas formula\u00e7\u00f5es e especifica\u00e7\u00f5es para atender \u00e0 tend\u00eancia da crescente demanda de ve\u00edculos com transmiss\u00f5es autom\u00e1ticas. A palestra de Andr\u00e9 Pires, gerente Industrial da Moove Lubrificantes, abordou as tend\u00eancias do mercado e as principais caracter\u00edsticas dos lubrificantes para transmiss\u00f5es autom\u00e1ticas.<\/p>\n<p>O Painel I foi encerrado ap\u00f3s debate entre os palestrantes e o p\u00fablico presente, mediado por Sergio Viscardi, da Viscardi Consultores Associados<\/p>\n<p>A Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Lubrificantes, Fluidos e Aditivos da AEA, ao longo de 2019 abordou em suas reuni\u00f5es mensais as novas tend\u00eancias globais para lubrificantes de motores Diesel e como estes novos produtos podem trazer benef\u00edcios ao mercado brasileiro de caminh\u00f5es e \u00f4nibus. Na palestra \u201cEmiss\u00f5es, sustentabilidade e impactos no lubrificante\u201d, Marcus Vercelino, daquela comiss\u00e3o, apresentou\u00a0 como novos testes e especifica\u00e7\u00f5es de institui\u00e7\u00f5es independentes como a ACEA (Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Fabricantes de Autom\u00f3veis) e API (Instituto Americano de Petr\u00f3leo) trazem um maior n\u00edvel de prote\u00e7\u00e3o aos ve\u00edculos pesados que operam ou ir\u00e3o operar no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cOs ve\u00edculos mais modernos demandar\u00e3o fluidos mais robustos e de melhor qualidade e a durabilidade das emiss\u00f5es impactar\u00e1 em novas a\u00e7\u00f5es no gerenciamento do motor. O segmento de lubrificantes com baixos teores de cinza (ou low SAPS) passar\u00e1 ser requisito obrigat\u00f3rio \u2013 especificado em manual do propriet\u00e1rio pelo fabricante e a busca por efici\u00eancia, viscosidades mais baixas ser\u00e3o implementadas em todo powertrain (motor, transmiss\u00e3o e eixos)\u201d, informou Vercelino.<\/p>\n<p>A palestra \u201cQuantifica\u00e7\u00e3o direta de aditivos lubrificantes por XRF\u201d, ministrada por Cristian Roque Perdon\u00e1, coordenador de Aplica\u00e7\u00e3o da Bruker, encerrou as atividades da 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do simp\u00f3sio da AEA.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AEA promove amplo debate para o futuro da Ind\u00fastria de lubrificantes e de aditivos, determinantes na redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e efici\u00eancia energ\u00e9tica veicular.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":3471,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3522","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sem-categoria"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3522","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3522"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3522\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3523,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3522\/revisions\/3523"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.aea.org.br\/home\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}