Com objetivo promover a sustentabilidade ambiental a AEA-Associação Brasileira de Engenharia Automotiva criou a em Agosto de 2008, a Comissão Técnica de Reciclagem Veicular. O modelo proposto é de um Sistema Nacional de Reciclagem de Veículos que será centrado em duas vertentes, que são a inspeção veicular e a reciclagem de veículos, o fluxograma estabelece um conjunto de princípios básicos que devem reger cada uma dessas atividades.
No estudo que esta sendo desenvolvido por esta Comissão serão propostos as etapas desse processo.
Na primeira fase – A fase de despoluição veicular onde todos os resíduos líquido, como: combustível, óleo lubrificante, fluidos de freio e embreagem devem ser retirados em local apropriado, e colocados em reservatórios especiais, separados os recicláveis ( óleo diesel, gasolina e álcool combustível) e os não recicláveis (líquidos de bateria, gás CFC do ar condicionado, fluidos de embreagem, freio e diferencial) para evitar a contaminação do solo e do lençol freático, através das redes de esgoto e pluvial.
Nesta fase, também é realizada o desmonte e separação de peças entre as que poderão ser reutilizadas, pois não desempenham funções mecânicas ou estruturais importantes, como os faróis, portas, escapamento, capô, pára-choques e outros componentes que não podem ser reutilizados diretamente, como bateria (que será reciclada à parte), os filtros de ar e óleo , os extintores de incêndio, o motor e a caixa de marchas.
Na segunda fase – Fase de Reciclagem de Materiais, onde serão retirados os tecidos, espumas, vidros, plásticos, borrachas, e partes metálicas. Estas são facilmente recuperadas pelas siderúrgicas como sucata: prensada e picadas, para redução de tamanho, e depois passam por processos e separação. Os pneus já tem sua reciclagem regulamentada pelo CONAMA.
Envolvimento de Órgãos governamentais
O plano deve ser amplo e envolver todos os agentes de forma transversal a reciclagem de veículos é uma atividade transversal que ultrapassa as montadoras e os fabricantes de auto peças, pois envolve também produtores de materiais e outros setores que podem vir a ser consumidores de matérias primas recicladas.
Devemos envolver os poderes públicos (prefeitura governo estadual e federal ) pois necessitamos de uma regulamentação, os poderes legislativo e judiciário na legislação e fiscalização.
Na próxima reunião será discutida a Criação de Grupo Técnico para estudo e elaboração de minuta sobre a destinação dos materiais de maneira econômica e viável.