O foco é a nova legislação do EURO 5 / PROCONVE 7, a vigorar a partir de janeiro de 2012, que exige o ARLA 32 – Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo.
A partir de janeiro de 2012, gradualmente a produção (e importação) de veículos pesados deverá estar adaptada às novas emissões de poluentes do EURO 5/PROCONVE 7, que prevê a utilização do Diesel S50 e S10, uma drástica redução do teor de enxofre dos atuais S500 a S2000, responsáveis por alimentar motores de picapes, SUVs, caminhões, ônibus e implementos agrícolas.
Com o Diesel S50 e S10, de outra parte, será imprescindível adaptar os veículos para receber também o ARLA 32 – Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo, solução de ureia de alta pureza que está de acordo com os padrões ISO 22241 – o padrão de mais alta qualidade e segurança em vigor, que garante o funcionamento do equipamento SCR (Redução Catalítica Seletiva).
Desde a publicação da especificação do ARLA 32 no Diário Oficial da União, no dia 12 de agosto de 2009, sob a coordenação da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, por meio do físico e gerente de Desenvolvimento de Produto da Mercedes-Benz, Gilberto Leal, já realizou um seminário e quatro workshops sobre o tema.
Nos últimos dez meses, empresas ligadas à produção, comercialização e distribuição, fabricantes de motores Diesel, montadoras e órgãos reguladores do Governo Federal avançaram nas discussões sobre o ARLA 32. O resultado, ainda que parcial, foi mostrado no segundo seminário, intitulado “Papel do ARLA 32 no Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores Pesados”, no dia 8 de abril, no Roochelle Hotel, em Curitiba, cuja região metropolitana é, hoje, um dos mais importantes pólos automotivos do País. A abertura do seminário foi de responsabilidade de José Edison Parro, presidente da AEA, que convidou também o presidente da AITA, entidade coirmã argentina, Roberto O. Pachamé.
A primeira apresentação do dia foi conduzida por Gilberto Leal, coordenador do seminário, com a palestra “O que é o ARLA 32 e o seu uso nos sistema SCR”. Na sequência, Danilo Pessoa, da Fosfértil, abordou “Fabricação de Ureia para o ARLA 32”. A terceira palestra foi de Daniel Hubner, Gerente de Desenvolvimento, YARA, que falou sobre a distribuição do ARLA 32 e a parte da manhã foi encerrada ainda com as apresentações de Victor Simão, do Inmetro (O processo de certificação da Conformidade do ARLA 32) e de Marcos Andrade,Project Management Euro 4+5 Bus, MERCEDES-BENZ (Impacto do ARLA32 no fornecimento e encarroçamento de chassis de ônibus).
No período da tarde, os trabalhos foram retomados com a apresentação de Ana Paula Bernardino, respectivamente chefe de departamento Regional Sul e gerente regional do BNDES São Paulo, que discorreram sobre “As linhas e programas de financiamento do BNDES”. Marco Rangel, diretor e gerente geral da Cummins Filtration South America, dissertou sobre “A produção e a distribuição do ARLA 32 e os desafios para o programa de emissões no Brasil”.
E a última palestra foi de Stefan Specht, gerente de Engenharia da Voss Automotive, aborda “Linhas e Tubulações para o ARLA 32”. Ainda no período da tarde, representantes das montadoras Iveco, Mercedes-Benz, Scania e Volvo falaram sobre a “Experiência compartilhada para colaborar com o desenvolvimento brasileiro”.